Ferrovias gaúchas
Temos notado que, aos poucos, a situação das ferrovias no Estado tem sido motivo de reportagens no Correio do Povo, cartas dos leitores e debates, por último, em audiência pública da Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo da Assembleia Legislativa. As ferrovias, como disse o leitor Lauder S. Santarrosa (CP, 12/4), são importantes, pois têm uma função estratégica de transportar combustíveis. O problema do sucateamento das ferrovias gaúchas é antigo e precisa ser alterado. O leitor Carlos Rodrigues Ribeiro (CP, 5/02) assinalou que os nossos governantes historicamente relegam os investimentos em ferrovias, não por desconhecimento de sua importância no desenvolvimento, mas por submeterem-se a lobistas e na busca imediata de votos. Segundo ele, essas ações poderiam auxiliar na viabilização de recompor os trechos ferroviários prejudicados pela enchente em 2024 e que deixou a ferrovia do RS isolada do restante do país. E, por último, Santiago Lancasterini (CP, 15/4) comentou que os leitores ainda insistem, com razão e finalidade, na existência das ferrovias no RS, mas somente voltaremos a ter o setor revitalizado com a vontade dos administradores públicos.
Rubens G. de Souza, Porto Alegre, via e-mail
Desafios e responsabilidades
Pensei que os desafios veiculados nas redes sociais eram coisa do passado. Ledo engano. Surpreendi-me com notícia do Distrito Federal (CP, 15/04) de uma menina de oito anos que morreu depois de supostamente inalar o gás de um desodorante durante o “desafio do desodorante”. Vídeos ensinando como “baforar” o produto para provocar desmaios são disseminados virtualmente por jovens, mas não crianças! A menina deu entrada no Hospital Regional de Ceilândia com parada cardiorrespiratória. Ela foi reanimada após 60 minutos, mas não apresentou reflexos neurológicos tendo morte cerebral. Como é que essa criança teve acesso ao conteúdo do desafio? Quem são os responsáveis pela publicação?
Elenara L. de Souza, Porto Alegre, via e-mail
Feminicídio
A presença da ministra Aparecida Gonçalves, da pasta das Mulheres, no Estado, foi uma iniciativa primordial, como assegura o editorial “Fim do feminicídio em todo o país” (CP, 15/4). A ministra é uma presença importante no enfrentamento à violência contra as mulheres. As estatísticas do Rio Grande do Sul acompanham a realidade nacional, com dezenas de mortes e milhares de agressões. Temos a Lei do Feminicídio, que classifica o delito como hediondo, temos medidas protetivas, delegacias especializadas, e casas de amparo, mas a violência continua porque nem sempre as agressões e os óbitos são evitados.
Bianca S. Napoli, Porto Alegre, via e-mail