Ferrovias
Solidarizo-me com a preocupação e indignação do leitor Ricardo Reischak (CP, 4/4, “Ferrovias sucateadas”). Não é um problema só do Rio Grande do Sul, e sim de todo nosso país, e a resposta é simples e clara: simplesmente porque para nosso governo não é vantagem. No modelo atual, o rodoviário, imaginem o que é arrecadado em impostos na fabricação de caminhões, no setor de peças, na manutenção de estradas, no mercado bilionário de combustíveis, óleos e lubrificantes, no IPVA, sem contar no lobby gigantesco das montadoras.
Daniel Diehl, Porto Alegre, via e-mail
Guerras
“Em tempos de guerra, a primeira vítima é a verdade." A frase que há tempos ouvimos e que ninguém garante qual é mesmo a sua origem correta, até ela, vejam só, foi alterada. Não precisa nem da guerra. A desinformação tem inclusive chegado antes e até surge para criar primeiro a guerra que depois fomenta.
Marli Gonçalves, São Paulo (SP), via e-mail
Inclusão
Uma cidade se mede também pela forma como cuida de quem mais precisa. A criação de praças inclusivas, pensadas para crianças autistas e que tenham necessidades especiais, é um passo simples, mas profundamente humano. Espaços adaptados, com brinquedos adequados, ambientes sensoriais equilibrados e segurança planejada permitem que essas crianças convivam, brinquem e se desenvolvam com dignidade. Não é privilégio, é respeito. Quando o poder público pensa nesses detalhes, ele envia um recado claro: a cidade pertence a todos. Inclusão não é discurso bonito em campanha. É decisão concreta no espaço urbano, onde a vida real acontece.
Cristiano Campos Nunes, Porto Alegre, via e-mail