Do Leitor

Final da Copa do Mundo e os parques.

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Sobre o vídeo do colunista Hiltor Mombach

Na verdade, talvez, a Argentina foi a mesma, a Espanha que não ficou na retranca e nem se acovardou diante deles. Espanha jogou o que sabe e sem medo. Minha opinião!

Rogerio Hoch, Porto Alegre

Uma placa num parque

O meio ambiente e os ambientalistas estão em todos os cenários. Importante? Claro que sim. Todavia, um grupo os demoniza, pois são insensíveis à construção de caminhos harmônicos frente a interesses difusos. Outro, os defende com tal paixão como se natural voltarmos ao passado, onde nem eles teriam espaço pelo espaço que ocupariam. Vivemos um debate sem rumo, vejam o caso da expansão do maior grupo econômico do Estado, a CMPC. Não é diferente no desassoreamento do Guaíba. Ausência de bom senso, nem uma coisa nem outra. Me alio aos que defendem conversar sem rusgas, apenas versar com alguém e descobrir caminhos juntos, "nem tanto ao céu, nem tanto à terra". Na década de 70, Guilherme Socias Villela, um economista que não era do ramo, foi escolhido prefeito da nossa Capital. Na sua gestão criou a primeira Secretaria do Meio Ambiente do País. O secretário? Um técnico do ramo? Não, um jornalista com espírito público, Roberto Eduardo Xavier, que por muitos anos ocupou espaço no Correio do Povo, na Rádio Guaíba e na Folha da Tarde. Sem alarde, sem brigas, sem ser dono da verdade, aquela administração espalhou sementes em toda Porto Alegre. Nasceram parques, praças, espaços de lazer, um cinturão verde que se expandiu e protegeu parte do nosso Guaíba ao Delta do Jacuí com o primeiro plano de manejo daquele complexo de ilhas, pulmões e vida. Villela foi um visionário e um gestor público de mãos cheias, mas o meio ambiente, o verde que ele plantou, garantiu o ar que respiramos. Hoje no Parque Marinha do Brasil, sob a sombra de uma grande paineira, foi colocado um banco e uma placa com o nome dele. Nos cabe mostrar às futuras gerações que só se preserva a natureza plantando, protegendo, cuidando, mas harmonizando as pessoas e o desenvolvimento. Ou se caminha junto ou não se vai a lugar nenhum.

Eduardo Battaglia Krause, Advogado e escritor, Porto Alegre