Força-tarefa
Estou acompanhando os problemas enfrentados pelos países que irão enviar delegações para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em novembro, em Belém, capital do Pará. A organização criou uma força-tarefa para resolver os problemas de acomodação dos visitantes, que reclamam, com razão, da explosão de preços nas diárias de hotéis, pousadas e nos aluguéis de casas por temporadas, a valores que vão de 350 dólares por diária a R$ 1 milhão por temporada. O trabalho vai focar inicialmente nos 72 países integrantes de grupos dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento para depois chegar às demais nações. A leitora Valéria S. Guarnier (CP, 25/8) comentou que as delegações recebem da ONU 144 dólares para alimentação e hospedagem, mas as últimas informações dão conta de que há 2,6 mil quartos na faixa de até 600 dólares. A Casa Civil da Presidência descartou o pagamento de um subsídio brasileiro, a pedido da ONU, para hospedagem das delegações. Onde está o planejamento para um evento desta magnitude, que ainda tem problemas de acomodação e cobrança excessiva? Acredito que a COP30 seria para discutir os problemas e soluções urgentes que temos no clima do planeta. Concordo com a leitora de que seria mais barato por videoconferência: cada delegação ficaria em seu país e as discussões seriam sem custo para todos. Ou este será mais um evento turístico?
Mariana S. do Nascimento, Porto Alegre, via e-mail
Narcotráfico e petróleo
O colunista Jurandir Soares (CP, 23/8) tem razão ao citar na sua coluna “Os donos do Mundo”: a presença de uma frota naval norte-americana na costa venezuelana significa uma ameaça à ditadura de Nicolás Maduro. O motivo da mobilização seria o combate ao narcotráfico, que, segundo Washington, tem forte ligação com o governo da Venezuela. As condições climáticas, no entanto, fizeram com que parte da força-tarefa retornasse à base, mas isso não deverá esmorecer a motivação, pois, também, há grande interesse em tomar dois terços do território da vizinha Guiana, rico em petróleo.
Domenico W. Lancaster, Porto Alegre, via e-mail
Restaurantes interditados
Gostaria de elogiar o trabalho desenvolvido pela Secretaria da Saúde de Porto Alegre, que, preocupada com a saúde no município, interditou, temporariamente, 30 restaurantes neste ano, até este mês, indicando que houve um crescimento de 200%, três vezes mais casos na comparação com 2024. Também há o trabalho desenvolvido com as intoxicações alimentares. Com a saúde não se brinca. A SMS investiga três casos de possíveis surtos com pelo menos 48 pessoas, notificados por instituições hospitalares. Nestes casos, o secretário da Saúde, Fernando Ritter, explica que a secretaria dialoga com entidades de bares e restaurantes para reforçar as boas práticas sanitárias e garantir a segurança alimentar e tranquilidade à população.
Elenara L. de Souza, Porto Alegre, via e-mail