Fracassos do Inter
Ninguém ignora que o Internacional, clube campeão do mundo, vem num somatório de fracassos, nem conseguindo ser vice no campeonato gaúcho. Em campo e fora, vale dizer, na área de gestão, a situação é altamente desestimuladora. Contratações de elevados custos, folha de pagamentos exorbitante, exemplos sem respostas no campo profissional. E o desenho de clube persistindo. Eliminações no Beira-Rio (Rosário Central, Juventude, Fluminense, América-MG, Melgar, Olímpia e Vitória). E, agora, como está sem ganhar há muitas partidas, até no Campeonato Brasileiro, único que restou, exposto a grande e imaginável risco. Intranquilidade dentro e fora de campo, gerando em nós, torcedores, gigantesca aflição. Temos dito, de forma reiterada, que na atual quadra da vida “título só de eleitor”. Somos levados, na condição de sofridos torcedores, a indagar: será que não está na hora de mudança de gestor?
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail
Executivos brasileiros
O Brasil é um espetáculo. O Executivo federal dispõe de quase 40 ministérios e, devido à catástrofe climática do RS, criou mais um, o Ministério Extraordinário. O Executivo estadual tem 24 secretarias, mas criou um robusto organismo para a “reconstrução do RS”. A Prefeitura da Porto Alegre dispõe de 18 secretarias, mas o Executivo mandou um projeto para a Câmara de Vereadores criando um grupo de CCs para a “reconstrução da cidade”. É incrível, mas o Brasil deve ser o país com o maior número de funcionários públicos do mundo. Em cada capital de Estado e no Distrito Federal, são dezenas de edifícios que abrigam milhares de agentes que compõem uma monstruosa e paquidérmica máquina pública, que demora meses para a definição de um projeto, o qual, depois, demora anos para ser executado, se não for abandonado. E, a cada evento fora desta modorrenta rotina, monta-se uma nova estrutura, com um enorme armário para os paletós de amigos muito bem remunerados, que se envolvem com carimbos, planos, projetos e promessas muitas das quais não cumpridas.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail
Imigrante alemão
Ferdinand Ehlers, que se intitulava Fritz Ehlers, residiu em dois estados do Brasil. Em Pernambuco, iniciou sua família tendo como esposa uma pernambucana. Já com quatro filhos, inclusive meu avô Fernando, com cinco anos, vieram para o Rio Grande do Sul e aqui continuou a descendência. Não sabemos o que o impeliu a vir para cá, mas é certo que esse Estado cresce acolhendo os povos e seus costumes. Teria feito a ponte metálica no rio Forqueta. Foi contratado pelo Império como agrimensor responsável por limitações das Sesmarias das regiões de Encantado, Muçum, Teotônia, Roca Sales. Mediu as terras das colônias Cond’Eu, Dona Isabel, Caxias e Santa Maria dos Montes, entre outros trabalhos. Fritz é declarado por pesquisadores, escritores e professores como sendo ferrenho chefe maragato da revolução de 1893.
Nety Maria Heleres Carrion, Porto Alegre, via e-mail