Do Leitor

Gares

Para quem é do ramo e laborou por muitos e muitos anos nas lides ferroviárias do RS, não existe nada mais saudoso e mágico que as gares das estações. São plataformas que guardam, silenciosas e abandonadas, vivências, histórias, chegadas, partidas, despedidas, amores, abandonos, sofrimentos, esquecimentos, risos, choros, soluços, mágoas, alegrias e tristezas. Seja em Santa Maria, Alegrete, Uruguaiana, Cacequi, Bagé, Pelotas, Passo Fundo, Rio Pardo, Ramiz Galvão, Restinga Seca, Cachoeira do Sul, Marcelino Ramos, Santiago, Cruz Alta, seja na mais remota estação de Campanha, elas lá estão como guardiãs de um passado que preserva a história e a memória da importância do modal ferroviário para o desenvolvimento e o crescimento deste Estado. Ah, as gares. Elas seguem na sua sina, esquecidas e abandonadas, mas detentoras de segredos e momentos que jamais se apagarão. Elas conservam um acervo histórico e cultural que jamais será desprezado e destruído. Elas estão no coração de todos os ferroviários, assim como no coração de todos aqueles que reverenciam a importância deste modal de transporte. Elas são a própria ferrovia.
Ricardo Reischak, Porto Alegre, via redes sociais

Fator de risco

O bloqueio do trânsito na Ipiranga por seis horas na quarta-feira, devido a uma energização do solo, reacendeu a problematização do excesso de fios nos postes da capital. Esses cabos representam alto risco de eletrocussão para pedestres e podem entrar em curto-circuito, gerando faíscas e incêndios que se espalham pelos postes, afetando a fiação elétrica e, consequentemente, casas. O emaranhado de fios soltos ou pendurados expõe pedestres e motoristas a choques elétricos. Podem queimar equipamentos eletrônicos nas residências.
Otacílio Maciel, Porto Alegre, via e-mail