Geração atrasada
A tecnologia impactou muito a vida: o que antigamente eram férias em família, com brincadeiras e risadas, hoje é apenas uma mensagem no WhatsApp, desejando um bom dia. O celular tomou conta dos livros, dos jogos de rua, que foram trocados por jogos on-line, as rádios agora são ouvidas em telas planas, com imagens. As crianças já não sabem mais o que é aproveitar sua infância, seus pais não estão mais sabendo educar, pois a primeira atitude que têm para o filho se surpreender é lhe entregar um celular. Como pode? A geração que era para ser a mais forte racionalmente se tornou a mais frágil e inocente. Temos tudo para termos uma das melhores épocas já existentes, mas, infelizmente, a tecnologia tomou conta da nossa mente. Nós, que éramos para ser pessoas de raciocínio rápido, agora somos apenas rascunhos dobrados.
Maria Eduarda Silva da Silva , São Lourenço do Sul, via e-mail
Felicidade e atenção
Se você quiser ser feliz, tente ficar desconectado por algumas horas. Dê atenção às pessoas que estão vivendo ao seu lado. Procure ficar atento, observando o espetáculo que a natureza nos proporciona. No canto de um pássaro, voo de uma borboleta, sem barulho do vento e da chuva dando vida ao que plantamos. É isso que temos que fazer? Tentar ficar em paz com a nossa mãe, a natureza. Mas meus ouvidos ouvem e meus olhos veem na saída do verão para o outono o barulho de motosserras, desmatando árvores, serrando lenha de todo o tipo de madeira. E o mais cobiçado, o angico, que já está se dizendo que será queimado. No entanto, quando chegar o novo verão, encontraremos sombra em parques e praças com proteção ambiental. Se não houver conscientização, cada vez irá piorar.
Renato do Rocha , Guaporé, via e-mail
Nossa tragédia
Passados alguns dias do desastre ambiental, fica a impressão de que somente os desabrigados continuam preocupados com o que aconteceu. Os governantes insistem em ignorar qualquer medida de prevenção a curto prazo. Saudamos e agradecemos a visita da equipe holandesa com o desejo de nos acompanhar. Deu-nos uma aula de seriedade, cidadania e falar o nosso idioma claramente, para não termos dúvidas ou desconfianças. As gravidades urgentes da coletividade são o percurso da Estação Farrapos até o Mercado Público, as reformas dos projetos das casas de bombas e o funcionamento do Aeroporto Salgado Filho.
Marcelino Pogozelski , Porto Alegre, via e-mail
Incêndios no Pantanal
Como os incêndios florestais não chegam ao fim em 2022, agora o bioma do Pantanal perde mais de 670 mil hectares para o fogo. Concluiu-se que 95% são de ordem criminosa. É o retrato do descaso com uma região que já foi cartão-postal para o mundo.
José Pedro Naisser , Curitiba, via e-mail