Guaíba, cem anos
Guaíba chega ao seu centenário ainda mantendo ares de cidade do Interior e talvez esse seja o motivo da minha fácil adaptação quando vim morar aqui, há exatos 33 anos. Vim por amor e por oportunidades. O amor estava em Guaíba mesmo e vivo este enlevo até hoje, porém as oportunidades só encontrei na Capital. De lá para cá, embora com algumas mudanças significativas, uma grande parte da população guaibense ainda lota o transporte público (caro) para ir a outras cidades maiores buscar seu sustento, as parturientes continuam tendo que atravessar o Guaíba para darem à luz na Capital pela falta de uma maternidade. Apesar do avanço do asfalto, muito ainda falta, principalmente em questões importantes, como saúde, educação (a oferta de ensino superior é aquém do que a cidade merece), transporte público de qualidade e opções de trabalho no próprio município. Como disse, houve avanços, mas a população de Guaíba merece muito mais. Isso não quer dizer que não seja um ótimo lugar para se morar e criar filhos, mas a gente sempre espera que esses principais pontos melhorem para que possamos bradar com toda a convicção e a plenos pulmões a célebre frase de Carlos Nobre: “Terra é Guaíba”.
Paulo Cesar Gonçalves, Guaíba, via e-mail
Tabela horária
O reiterado descumprimento da tabela horária dos coletivos de Porto Alegre causa uma série de problemas aos usuários que se deslocam para tratar dos seus interesses no cotidiano da cidade. São atrasos ao serviço, aulas prejudicadas, tempo perdido dentro de um coletivo sem ar-condicionado em meio a um calor tórrido, entre outras adversidades. O tempo que se leva para realizar um trajeto é ampliado sem que haja nenhuma contrapartida diante de um serviço caro e mal prestado. A tarifa foi reajustada, mas os problemas continuam.
Nilse Centenaro, Porto Alegre, via e-mail