Do Leitor

Horário do sol, pôr do sol e ordenha, comportamento e conta que não fecha

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Horário do sol

O governo federal descartou a adoção do horário de verão para este ano. Segundo o ministério de Minas e Energia, depois de encontro com o Operador Nacional do Sistema Elétrico chegou-se à conclusão de que o país tem segurança energética e o custo-benefício seria muito pequeno. A previsão de mudança seria somente para 2025/2026. O horário de verão sempre dividiu os brasileiros. Segundo o Datafolha, do total de entrevistados, 47% declararam ser favoráveis ao horário de verão e outros 47% disseram ser contrários. Os 6% restantes responderam ser indiferentes. Prefiro o horário do sol e não me sinto confortável com o horário de verão desde quando foi implantado pela segunda vez em 1985 (a primeira foi em 1931). Para mim, o governo adotou uma sábia medida. Ficamos com o horário normal.
Armando G. Souza, Porto Alegre, via e-mail

Pôr do sol e ordenha

Meu sogro contou que certa vez chegando perto das 17h30min (era horário de verão), seu funcionário começou a ficar impaciente porque as vacas de leite não estavam entrando na estrebaria, já estava na hora da ordenha e ele, o funcionário, queria fazer seu serviço e ir embora. Muito sábio, meu sogro perguntou: “Está vendo alguma vaca com relógio? Pode ir embora, as vacas só entram no pôr do sol”. É apenas um relato, mas é real. Será que vale o sacrifício de milhares de pessoas no horário de verão? Demora muito até o nosso relógio biológico ajustar. Pensem em todos os trabalhadores, crianças, nos idosos. Vivemos em um mundo extremamente agitado e estressado. Será que vale a pena mais esse sacrifício?
Daniel Diehl, Porto Alegre, via e-mail

Comportamento

Muito oportuno o comentário “Atavismos” do leitor Pedro L. Vargas Viegas (CP, 17/10). É extremamente desagradável reunir familiares e amigos para um jantar e ao lado ter uma mesa com um bando de mal-educados disputando para ver quem grita mais alto, sem o mínimo respeito com os outros. Por isso, os brasileiros são malvistos em vários lugares. Sem falar no novo hábito entre os mais jovens e outros nem tanto de, no cinema, colocarem os pés sobre o encosto da cadeira da frente. O país vai de mal a pior nesse e em vários outros quesitos.
João Macedo, Itaqui, via e-mail

Conta que não fecha

Mensalmente é noticiado recorde de arrecadação tributária e aumento de impostos e taxas. Por outro lado, na educação, as universidades estão se deteriorando, a saúde apresenta aumento de epidemias e escândalos técnicos. Na segurança, a impunidade faz com que policiais civis e militares “enxuguem gelo” e ainda sobrevivemos graças ao esforço e à dedicação deles. Não se noticiam obras de infraestrutura necessárias ao desenvolvimento do país. Chego à conclusão de que os valores arrecadados servem somente para retroalimentar a paquidérmica administração pública, nada sobrando para melhorar a vida do povo.
Jaime Pacheco Alves, Atlântida Sul, via e-mail