‘I.A.gora?’
As invenções provenientes da mente humana são absurdamente espetaculares, mas especialmente uma vem nos impressionando e, como toda invenção democrática, o uso varia de acordo com o usuário. A Inteligência Artificial é capaz de tudo, até mesmo de escrever poesias com apenas a informação do tema e compor músicas sobre essas informações. Isso já chegou ao tradicionalismo. Alguns falsos poetas e músicos usam o recurso para gerar temas e têm, ainda, a cara deslavada de enviar para um festival. Pobres dos avaliadores na hora da triagem: vão ter que se especializar no assunto. Porém, entendo que a tal da IA jamais superará um sentimento original e digno, expresso de forma poética. Como digo no título, “I.A. gora” gora o pensamento, gora a desenvolvimento e gora, como um ovo choco, a dignidade de quem impensadamente envia uma falsa composição se nominando poeta ou musicista. Que a IA nunca tome o lugar dos bons artistas.
Mario Terres, Guaíba, via e-mail
Ambição doentia
Na busca por uma indenização milionária, um servidor público decidiu, em 2019, amputar o próprio pé, demonstrando como a ganância pode comprometer completamente a capacidade cognitiva. Acreditou que conseguiria enganar diversas seguradoras, ignorando os mecanismos de controle e investigação existentes justamente para detectar fraudes. O resultado foi o oposto do pretendido. Em vez de receber a fortuna desejada, terminou, em 2026, condenado pela Justiça, com sequelas irreversíveis e a reputação destruída. Perdeu o pé, qualidade de vida e a própria dignidade. Um exemplo de como a desonestidade, aliada à falta de discernimento, pode levar a atos absurdos e autodestrutivos. Resumidamente: o crime não compensa.
Marcus Aurelio de Carvalho, Santos (SP), via e-mail