Impasse político nos EUA
Não consigo me habituar e a deixar de lado as mortes causadas por atiradores nos Estados Unidos da América do Norte, como aconteceu no dia 27 de agosto, com 17 feridos, entre os quais 14 menores. Duas crianças, entre 8 e dez anos, foram assassinadas a tiros por um atirador de 20 anos, armado, que usou um fuzil, uma espingarda e uma pistola do lado de fora das janelas da igreja, no complexo de uma escola em Minneapolis, no estado de Minnesota. As crianças estavam sentadas nos bancos do templo, celebrando a primeira semana do ano letivo. Em seguida, o agressor, identificado como Robin Westman tirou a própria vida no estacionamento do complexo. Uma ação covarde contra crianças. O FBI suspeita de terrorismo e crime de ódio. Este massacre é o mais recente de uma série de ataque a tiros no país, no qual o número de armas supera o de pessoas. As tentativas de restringir o acesso às armas enfrentam um constante impasse político.
Saul R. D. Silva, Porto Alegre, via e-mail
Parlamentares
Peço permissão para repetir parte do texto da coluna “Há um século no Correio do Povo” pela sua atualidade: “Um arrazoado sobre a utilidade dos parlamentares”. Segue o texto: “Se alguma medida útil fosse possível alvitrar em relação ao legislativo para aproveitar a vaga da reforma, seria indiscutivelmente reduzir o número de representantes da Nação. A Câmara é um aparelho caro, que funciona pouco e mal, embora absorva muito. Grande parte dos descalabros nacionais devemo-los a ela. Para os que têm outra origem, a Câmara não nos dá o remédio: mostra-se impotente”... “Alegar que os deputados são representantes do povo, que este cresceu desde o advento da República, é de uma candidez angélica. O povo é, na política nacional, menos que uma figura de retórica.” O texto é da edição número 204, do dia 28 de agosto de 1925, publicada novamente em 28 de agosto de 2025.
Armando G. Souza, Porto Alegre, via e-mail
Voluntariado
O voluntariado e os bons exemplos merecem ser evocados para que o bem prevaleça. As imagens ainda vivas em nossa memória daquelas mulheres que, com arte e esmero, se dedicaram a produzir marmitas para abrandar a fome da população atingida pelas enchentes no RS é algo a ser lembrado e enaltecido. Ações como essas de ajuda a quem mais precisa afirmam-se como exemplo, dando-nos a certeza de que a solidariedade ainda é possível no mundo onde a ganância e o egoísmo insistem em se estabelecer.
Sebastião Cruz, Passo Fundo, via e-mail