Do Leitor

Impressora Marinoni, acessibilidade ruim e superação

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Impressora Marinoni

“O Taquaryense”, do município de Taquari, ao celebrar seus 138 anos de fundação no dia 31 deste mês, resgatou também parte da trajetória do Correio do Povo (2/8). Para gravar a edição especial foi utilizada uma impressora Marinoni, que pertenceu ao CP, oito anos mais jovem. Vejam só: a Marinoni, vendida em 1910, tem capacidade para imprimir quatro páginas simultaneamente. A montagem é manual e os textos são gravados em placas de metal por meio de uma linotipo – máquina que funde o chumbo para compor cada linha de texto, trabalho realizado por um tipógrafo, especialista na técnica de composição. Máquinas de imprimir como essa desempenharam um papel muito importante para disseminar a informação no Estado, no início do século 20.
Alberto W. da Silva, Porto Alegre, via e-mail

Acessibilidade ruim

Em um encontro no início de abril de 2024 com vereadores da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh), na Associação de Cegos do RS (Acergs) foram apontadas as dificuldades para deficientes visuais sobre a falta de acessibilidade nas obras no quadrilátero central (CP, 3/4/2024). Durante a reunião, foram tratados o piso portátil, que estavam colocando somente em um lado das ruas, além da falta de meio-fio, que era referência, das lixeiras e o nivelamento da via como obstáculos para os deficientes. Os problemas continuam e foram citados pelo leitor Roberto Luiz Veiga Oliveira (CP, 4/8): “Também colocaram, para evitar ou limitar a via do passeio público, pequenos postes que (às vezes), não são “visualizados” pelas bengalas dos cegos, causando um choque no baixo ventre. Há ainda cestos de lixo suspensos que facilitam a coleta – mas que as bengalas podem passar por baixo sem os detectar – e novos acidentes como batidas no rosto ou nos ombros tendem a ser habituais”. Algo tem de ser feito para minorar a acessibilidade, que está ruim.
Tales R. da Silveira, Porto Alegre, via e-mail

Superação

As histórias de superação das adversidades sempre trazem algo que nos leva a pensar que o ser humano, em sua essência, é bom, voluntário, para ajudar a superar os problemas. Fiquei comovida com a história de “Giovanna, a menina dos livros, retorna ao lar” (CP, 2/8). A devastação sofrida durante as enchentes históricas em 2024, foram terríveis. A família de Giovanna, 9 anos, autista, perdeu tudo. No entanto, além das doações, a entrega dos livros, que eram o contato da menina com o mundo exterior fez com que as dificuldades do autismo fossem minimizadas.
Mariana S. do Nascimento, Porto Alegre, via e-mail