Do Leitor

Imprevisíveis, escala 6x1 e primeiros sinais.

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais.

Imprevisíveis

Não se sabe se semana que vem o frio vai dar lugar a um calor de 40 graus ou o contrário. A previsão do tempo até tenta avisar. Mas, ainda assim, tudo é muito brusco. O planeta é temperamental. Somos temperamentais. Até tentamos pensar, ponderar. Racionalizar. Contudo, em um piscar de olhos, agimos por impulso. Sonhamos com o controle, com a previsibilidade, e eles não passam de um desejo. De uma miragem.
Alina Souza, Porto Alegre

Escala 6x1

A ideia no papel é boa: jornada menor, ficar com a família, qualidade de vida , mas a realidade é outra. Quem irá absorver os custos de redução de carga horária sem redução de salários? Para quem tem loja física, despesas com aluguel, manutenção do negócio ou vai repassar para o produto ou vai demitir é um efeito cascata. Na última quinta feira, as Casa Bahia anunciaram o fechamento de quase 300 lojas e mais de 3.000 rescisões. É hora de repensar se realmente vale a pena.
Daniel Diehl, Porto Alegre

Primeiro sinal

O ciclo da violência contra a mulher apresenta uma escalada gradual de controle e agressões que se inicia com abusos verbais e psicológicos e pode culminar no feminicídio. Nesse primeiro momento, marcado pelas agressões verbais, a vítima fica confusa e tende a acreditar que o agressor esteja apenas passando por um momento difícil. Pessoas próximas, na grande maioria das vezes, conversam, aconselham o tradicional “deixa pra lá”, afirmam que o agressor pode mudar, entre outros “aconselhamentos” que, em sua maioria, apenas relativizam uma situação que já foge à normalidade. A vítima, muitas vezes pressionada por familiares, amigos ou pelas circunstâncias, acaba perdoando o agressor, chegando, inclusive, a retirar queixas ou declarar que continuará a vida ao lado dele. Vemos esse comportamento em todas as classes sociais. A partir daí, a tendência é que a situação se agrave progressivamente.
Marcus Aurelio de Carvalho, Santos (SP)