Incoerência nunca
A coerência faz bem à saúde! Simples mantê-la, basta que façamos aquilo que almejamos do outro! Expressar-se, a despeito de discussões enfadonhas, aceitando, rejeitando ou propondo medidas, tanto na área privada como na pública, direito inerente ao ser humano. Ao fazê-lo, porém, devemos primar pela coerência. Vale dizer, se criticamos providências, conclamando sejam rejeitadas, não podemos fazer o que não aceitamos. Na área política, dir-se-ia corriqueiro, como que acreditando “a população não notará”. Tremendo equívoco. Percebe e silencia, por vezes, por falta de espaço para censurar ou receio de fazê-lo, pensando em não desgostar. Pois bem. Os nossos deputados federais, parcela apreciável, começando pelo jovem presidente da Casa Legislativa, afirmam não haver ambiente para aumento de impostos e que o governo federal corte gastos. Posição elogiável. Contudo, ao mesmo tempo, o presidente Hugo Motta propõe que deputados e senadores aposentados recebam cumulativamente proventos da jubilação e da remuneração, sabidamente elevada, do exercício do mandato, mais nova gratificação natalina, ao que sendo noticiado. E ainda mais 18 deputados, como se 513 insuficientes! Logo, Executivo, gaste menos em sua máquina operacional, todos queremos, e o Legislativo gaste mais. E o princípio singelo da coerência fique, destarte, apenas na imaginação.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail
Livres da gripe aviária
Entre tantas notícias alvissareiras, temos a ótima notícia de que o Brasil passa a ser livre da gripe aviária (CP, 19/6). O governo brasileiro já comunicou o encerramento do foco de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, e único caso ocorrido no plantel comercial de aves do país. A comunicação foi feita à Organização Mundial da Saúde. A doença foi confirmada em 16 de maio, sendo determinado o cumprimento de 28 dias de vazio sanitário que se encerrou no dia 18. Foram instaladas barreiras para controlar o trânsito de cargas de origem animal e visitas às propriedades em um raio de até 10 quilômetros da granja infectada. Não apareceram novos casos após a desinfecção e encerramento do foco. O Brasil agora pode se autodeclarar livre da doença e retomar as exportações. Devido aos embargos, houve prejuízo de 47,8 milhões de dólares aos produtores gaúchos, os quais deixaram de embarcar 15 mil toneladas de carne de frango. No entanto, devemos retomar a produção e novamente obter a posição de maiores exportadores e segundo maiores produtores mundiais de carne de frango.
Lucas S. dos Santos, Porto Alegre, via e-mail