Do Leitor

Independência do Brasil, professora nas Ilhas, campereada e processo

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Independência do Brasil

As vitórias, tanto individuais como coletivas, quer se situem nas áreas privadas ou públicas, não se esgotam no dia em que são alcançadas. Fazem nascer desafios com o objetivo de mantê-las e ampliá-las. O 7 de setembro de 1822, marco especialíssimo, representou o ideário gerador da força de um povo, luta dos nossos heróis do ontem, implantando a independência político-administrativa. Afirmando, ao tempo, “vamos construir uma grande nação”. União e propósitos asseguradores da sempre comemorada vitória! Não paramos e não paremos para apenas festejar. Avançamos no decorrer dos anos e havemos de continuar. Desafios imensos a cada dia não podem arrefecer o nosso ânimo. Ao contrário, levar-nos, indiferente a condição social, a ter a certeza de que permanecemos na construção de uma Pátria livre, sem restrições, sem censura, de todos! Possamos, em harmonia, ir consolidando a caminhada iniciada no distante sete de setembro. Semana de concentrações, de desfiles, de cantar com ênfase o nosso lindo hino, mas, sobretudo, para reflexão acerca do que fizemos e do muito ainda a fazer. Nenhuma posição política ou ideológica comprometa a nossa sagrada independência, nem entrave o nosso avanço econômico, cultural e social. Estejamos juntos, irmãos brasileiros.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail

Professora nas Ilhas

Tempos atrás, Antônia lecionou na Ilha Grande, na Ilha Domingos José Lopes, na Pintada e no Passo Raso, onde doou sua morada para os alunos estudarem. Era professora e diretora. No primeiro centenário da Independência do Brasil, a mestra recebera ordem para que, naquela solenidade, com formatura, os alunos cantassem o “Hymno” da Independência. Também deveria salientar os principais “factos” e as figuras de destaque, bem como convidar “pessoas gradas” e, “apoz”, cantariam o “Hymno” Nacional.
Nety Maria Heleres Carrion, Porto Alegre, via e-mail

Campereada

Paulo Mendes, continuo apreciando muito seus artigos, como o texto de “Aquilo que trago debaixo do poncho”, da Campereada de 17/8, que me fez recordar de meu querido pai, andando pelos nossos campos com seu poncho, acho que até mais pesado que ele! Foi uma bela lembrança.
Heloisa Pacheco Prates, Porto Alegre, via e-mail

Processo

O inédito no processo do golpe contra a democracia é um juiz operar como investigador, acusador e julgador ao mesmo tempo. O sistema processual é acusatório: um acusa, um defende e outro julga, na mesma hierarquia. No futuro, a história julgará a legitimidade do processo, sem as interferências políticas do presente.
Luiz Serpa, Novo Hamburgo, via e-mail