Inverno
Com a mudança de temperatura, aumentam os desafios que as autoridades municipais têm de enfrentar para ampliar as redes de atendimento. A situação é a mesma em praticamente todos os anos quando o frio começa e se prolonga. Secretarias municipais como a de Desenvolvimento Social, Segurança e Fundação de Assistência Social e Cidadania reuniram-se para prestar o melhor atendimento possível às pessoas em situação de rua. A prefeitura não precisa ficar esperando que ocorram casos graves. É preciso minimizar esse problema com atuações todo o ano, buscando não só minimizar, mas resolver a situação da pobreza endêmica que não ocorre somente no Brasil, mas infelizmente em todo o mundo.
Santiago Lancasterini, Porto Alegre, via e-mail
Mobilidade urbana
Espero que a entrega dos 129 novos ônibus para Porto Alegre seja o começo para a solução do transporte coletivo e para a mobilidade urbana dos porto-alegrenses. Os coletivos, equipados com ar-condicionado e elevadores para cadeirantes, irão trazer mais conforto para todos os usuários. No Brasil, seriam necessários recursos da ordem de R$ 295 bilhões até 2042 para pôr um fim aos problemas de transporte das 15 principais regiões metropolitanas do país (CP, 15/5). Será o fim da longa espera diária de ida e de volta do trabalho? Quando é que os trabalhadores que utilizam mais de um ônibus para se deslocar aos seus empregos saberão a resposta? Espero que não seja por mais uma década. Temos pressa.
Mariana S. do Nascimento, Porto Alegre, via e-mail
‘Futuro incerto’
Foi muito pertinente a abordagem feita pelo leitor Sebastião Cruz, nesta coluna (CP, 8/5) sob o título “Futuro incerto”. De fato, devemos pensar no futuro da humanidade por que não haverá emprego, terra e comida para tantos em face das altas taxas de crescimento vegetativo no mundo. Esquece o causídico que o capitalismo tem seus mecanismos e métodos para regular ou dizimar populações inteiras. Foi assim que este sistema, em um século (de 1771 a 1871), reduziu os habitantes originais da Austrália (aborígenes) e Nova Zelândia (Maoris) em 90% e em 100% os povos da Tasmânia. No Canadá, de 1863 a 1998, mais de 150 mil crianças indígenas foram retiradas de suas famílias para internatos onde deveriam aprender o inglês ou francês. Nestes locais, supostamente seis mil crianças morreram. Portanto, enquanto houver consumidor-essencial – para manter a máquina capitalista, que consiste em produzir mais e mais –, este debate ficará para o amanhã e o futuro será sempre incerto.
José Gomes da Silva Júnior, Porto Alegre, via e-mail