Do Leitor

Investimento chinês, chapéu alheio, 'olímpico monumental' e contrato da CBF

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Investimento chinês

Após visita a países comunistas da Ásia, onde a democracia também é relativa, o presidente brasileiro anunciou investimento da China no Brasil em torno de R$ 27 bilhões (CP, 13/5). Seria ingenuidade ou falta de bom senso acreditar que os chineses fariam um investimento de tal monta sem pretender um retorno maior. A China, segunda potência econômica do mundo, não chegou a esse estágio emprestando dinheiro para Venezuela, Cuba e Moçambique, como fez o Brasil. Talvez a China esteja pretendendo, por exemplo, uma autorização para pesca predatória em águas territoriais ou instalação de uma ONG na Amazônia. O que os chineses desejariam em troca por tal investimento no Brasil?
João Nelson Paim Filho, Itapema (SC), via e-mail

Chapéu alheio

É inadmissível que, com o Estado vivenciando crises permanentes nas áreas da Saúde e da Educação, o governador Eduardo Leite use recursos do Funrigs e os utilize para criar uma suposta ficção autopromocional na qual se apresenta como um herói, muito além do que fez e aquém do que deveria ter feito, usando o slogan de sua campanha eleitoral. São créditos da União, que, diante da maior catástrofe climática de sua história, em solidariedade aos gaúchos, suspendeu o pagamento da dívida por três anos. Se as instituições são independentes, imparciais e pluralistas, impõe-se que seja obrigado a ressarcir os valores.
José Carlos Wild Morsch, Porto Alegre, via e-mail

'Olímpico Monumental'

Concordo plenamente com o leitor Paulo Neves em “Fantasmas do velho Olímpico” (CP, 16/5). Fui sócio do Grêmio por 40 anos e, quando migrei para a Arena, fui somente a um jogo no local que me destinaram e, na semana seguinte, fui à secretaria e devolvi minha carteira de sócio. Perguntaram-me por quê. Respondi que, quando voltar para o Olímpico Monumental, voltarei a ser sócio. Sem saudosismo, mas em dia de jogo nos arredores do Olímpico, era um mundo à parte. Naqueles barzinhos, incluindo a lancheria no pátio interno do estádio, todos trocavam ideias, algumas discussões mais acaloradas, mas com final feliz. Hoje, não temos lá nem aqui. Não temos estádio. Onde estão os que fizeram este “belíssimo negócio?”
Roberto André, Porto Alegre, via e-mail

Contrato da CBF

O contrato da CBF com o treinador Carlo Ancelotti é totalmente inadequado num país com tantos problemas estruturais. R$ 5 milhões por mês enquanto nos hospitais faltam leitos, remédios, médicos, tudo.
Luiz Serpa, Novo Hamburgo, via e-mail