Legado de Lutz
Neste ano, lembramos os 100 anos de nascimento do ambientalista José Antônio Lutzenberger, falecido há 24 anos, em 14 de maio de 2002, aos 75 anos, vítima de problemas pulmonares e cardíacos. Ele foi sepultado em Pantano Grande, junto a uma árvore — o umbu —, como era seu desejo. Guaíba, cidade que também completa 100 anos, teve papel fundamental no desenvolvimento de projetos de reaproveitamento de resíduos industriais, tornando a atual CMPC a empresa de celulose mais sustentável do mundo. Dois anos após a enchente de 2024, suas ideias seguem atuais. Lutzenberger esteve à frente do seu tempo ao alertar para a necessidade de as cidades cuidarem melhor das áreas verdes. Em sua última entrevista ao jornal Nova Folha, de Guaíba, afirmou que “as cidades que preservarem o verde terão maior valor no futuro”. Também é dele a frase: “Lixo não é outra coisa senão material bom colocado em lugar errado”. Fica a pergunta: quantas cidades do Estado possuem coleta seletiva? Quais escolas separam o seu lixo? Qual legado estamos deixando para as atuais e futuras gerações? Em Guaíba, cidade que tem a mesma idade do ambientalista, está sendo consolidada a Unidade de Preservação José Lutzenberger (antigo Morro da Hidráulica). Na Escola Gomes Jardim, onde atuo, já criamos o Recanto José Lutzenberger, buscando difundir sua filosofia na escola e criando um jardim sensorial. Se cada um fizer a sua parte — na separação do lixo em casa, na escola e nas empresas — estaremos contribuindo para salvar o planeta. Precisamos promover a mudança em nossa aldeia antes de querer mudar o mundo.
Valmir Michelon, Guaíba, via e-mail
Herança
As Missões no Rio Grande do Sul deixaram um legado de que é possível viver em comunidade com ganhos para todos. Essa simbologia é fortalecida, por exemplo, com a roda de chimarrão, que a todos une e sociabiliza.
Persiliano L. Ferreira, P. Alegre, via e-mail