Leitura
O Brasil continua sendo, em termos comparativos, um país de poucos leitores, sobretudo quando se trata de obras e conteúdos de maior densidade intelectual. Ao mesmo tempo, permanece entre os campeões mundiais de tempo dedicado às redes sociais: em média 3 horas e 46 minutos por dia. Esse tempo, quase sempre, substitui leituras, estudos e a convivência presencial com familiares e amigos. É o custo silencioso de uma hiperconectividade que se impôs ao cotidiano, consumindo não apenas o presente, mas também o futuro de pessoas de todas as idades.
Jacir Venturi, Curitiba (PR)
Cinemas
Por gostar muito de cinema e de saber do potencial de influência da sétima arte, sempre lamento que as salas de exibição em universidades e centros culturais da Capital frequentemente fiquem ociosas. Seria brilhante uma parceria entre União, Estado e município que viabilizasse que cada um desses entes, sob suas respectivas abrangências, ajudassem a disponibilizar ingressos para estudantes e idosos de periferia assistirem a filmes nacionais em salas de centros culturais públicos. Na outra ponta, empresários do transporte coletivo poderiam apoiar com veículos para o transporte desse público para sessões dirigidas, quiçá, tematicamente. Seria uma ótima combinação entre democratização cultural, responsabilidade social e apoio à economia criativa, com certa colheita positiva para todos.
Ronaldo Botelho, Porto Alegre
Desaparecido nos anos 60
Prendem Renan Falcão de Azevedo, vereador do PTB em Caxias do Sul. Um coronel o interroga: “Doutor Renan, o que o senhor acha da Revolução?”. “Olhe, coronel, achar, na verdade, eu não acho nada. Um amigo meu achou e até hoje não o acharam mais.”
Paulo de Tarso Riccordi. Porto Alegre