Lendas e superstições
O Rio Grande do Sul é um estado que preserva sua cultura sob todas as formas e, talvez, a história (oral ou escrita) seja o documento mais resguardado ao longo dos séculos. A voz do povo se faz ouvir nos símbolos das suas tradições, preservando a história não só na memória, mas na palavra escrita, maior documento registrado das coisas da terra e do imaginário sempre fértil dessa gente que leva no sangue a diversidade do espírito colonizado.Das histórias populares do Rio Grande, "Salamanca do Jarau", de Simões Lopes Neto, traduz a cultura miscigenada, oriunda de civilizações antigas. Existiam, nas cidades espanholas de Toledo, Córdoba e Salamanca, escolas de magia, atribuindo-se aos mouros a origem dessa prática entre os primitivos idólatras magos. Assim, vieram da Ibéria o misticismo, os milagres e encantamentos que se mesclaram com a ingênua tradição dos indígenas guaranis, primeiros habitantes do solo que é, hoje, o Rio Grande. Da mistura de culturas, nasceram novas e típicas idealizações, adaptadas ou decorrentes do meio físico e das gentes. "Salamanca do Jarau" é produto do meio sul-rio-grandense, sendo a mesma em todas as terras da América, com suas variantes e tonalidades que lhe imprimiu cada povo. Quanto à lenda do Rio Grande do Sul, a presença da princesa moura, na transfiguração de teiniaguá de cabeça de carbúnculo, evidencia a origem oriental – a magia moura, celebrada à noite e favorecida pelo mistério das sombras, como o ritual da própria cova de Salamanca, na Espanha.
Maria Alice Braga, Porto Alegre, via e-mail
Revestimento
Em muitas cidades do RS, inclusive na Capital, ruas vêm recebendo um tipo de asfalto impermeável, que dificulta a absorção da água pelo solo. Isso acaba gerando o acúmulo dos volumes pluviais em determinados pontos, favorecendo inundações.
Nilse Centenaro, Porto Alegre, via e-mail