Do Leitor

Locomotiva Porto Alegre, redes sociais, estiagem prejudica produtores e meio ambiente

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Locomotiva Porto Alegre

Em recente visita a Walter Luis Winge, na sua floricultura da Tristeza, na Capital, este nos presenteou o livro "A Ferrovia do Riacho", escrito pelo arquiteto André Huyer, em 2015. Meu avô materno construiu casa de veraneio neste bairro em 1913, na Vila Conceição, junto às margens do rio Guaíba. Na página 85, é descrito o definhamento da locomotiva da Ferrovia do Riacho, que foi colocada em exposição no Parque Farroupilha, no final da década de 1960. A cerca que a protegia foi retirada e foi o que bastou para que roubassem e depenassem todos os seus equipamentos. Tratava-se da Locomotiva Porto Alegre, fabricada na Alemanha em 1909, marca Krauss. Depois de reformada pela RFFSA foi cedida para o Museu do Carvão, em Arroio dos Ratos. Infelizmente, desde 2008, ela está abandonada em um desvio da Ferrovia do Vinho. A última locomotiva da Ferrovia do Riacho a cada dia é mais degradada e afastada de seu leito original. Concordo com o autor do livro de que ela deve retornar à Praça da Tristeza, seu local inicial de destino.
João Altmayer Gonçalves, Porto Alegre, via e-mail

Redes sociais

Na atualidade, muitas pessoas perderam a noção e acham que à frente de uma tela de celular podem chamar as pessoas de tudo. Quando acontece algo, por um exemplo, uma tragédia, os internautas se encarregam de metralhar e, mais do que isso, de condenar sem o aval da justiça e sem a ampla defesa. Está muito complicado fazer qualquer tipo de comentário na rede social. Tudo é motivo para agressões, atritos e por vezes muitas pessoas vão às vias de fato. Há muita coisa que certas pessoas precisam parar e analisar antes de comentar na Internet. Certas situações vão parar no Judiciário e muitas pessoas têm que provar o que escreveram em seu perfil ou comentaram na página do amigo ou conhecido. Existe a frase “a quem acusa, cabe o ônus da prova”. Então, tenham muito cuidado em condenar certas pessoas e defender certas posições através da Internet.
Guido Ávila, São Gabriel, via e-mail 

Estiagem prejudica produtores

Quarenta por cento foi a quebra contabilizada na colheita de laranjas em Liberato Salzano, município considerado o maior produtor de citros do Estado. Não podemos esquecer que o cenário é resultado de uma sequência de estiagens nos últimos três anos e que pouco foi realizado para evitar o impacto no meio ambiente. 
Lauder S. Santarrosa, Porto Alegre, via e-mail

Meio ambiente

Mais uma vez o meio ambiente, os biomas brasileiros especialmente a Mata Atlântica, perdem para a degradação e devastação aprovada na comissão da Câmara dos Deputados, que esvaziou os poderes dos ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas, para priorizar o aumento da degradação, especialmente da Mata Atlântica. Governantes de estados como o Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais nada fazem para evitar a grande tragédia sobre o bioma que fornece água para mais de 40 milhões de pessoas. 
José Pedro Naisser, Curitiba (PR), via e-mail