Do Leitor

Manoelito de Ornellas e escolhas.

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Manoelito de Ornellas

Foi no dia 8 de julho de 1969 que nos deixou o poeta e escritor, Manoelito de Ornellas. Para homenageá-lo, lembramos seu primeiro livro de poemas, “Rodeio de estrelas”, publicado em 1928, sucesso de crítica na época. Manoelito de Ornellas escreveu seu Rodeio de estrelas quando jovem e registrou, em poesia, as primeiras impressões do universo, que era, para ele, os campos avoengos. Em “Rodeio de estrelas”, há paixão e vida em cada poema. A paisagem humana ou mesmo a história do pampa consiste numa mescla de romantismo épico e sensibilidade pictórica. Por tudo isso, de cada poema emerge uma criação de nervos e de sangue. Um livro para ser lido com cuidado e com delicadeza para se sentir a vida que pulsa em cada verso.
Maria Alice Braga, Porto Alegre, via e-mail

Escolhas

Há uma máxima que existe no futebol que se aplica na vida, na qual o conceito de sociedade se apresenta como um agrupamento de indivíduos que compartilham um território, cultura, leis e objetivos comuns, interagindo entre si para a sobrevivência e o desenvolvimento coletivo. Pois bem, quando nós esquecemos este conceito e deixamos de lado as nossas oportunidades de garantir nossos direitos, quando fazemos as escolhas erradas no momento de escolher nossos representantes nos legislativos e nossos governantes, nós somos aquela seleção desentrosada em que cada um se preocupa mais consigo do que com o bem comum, sem esquema. Nós somos aquele craque que treme na hora de bater o pênalti e perde a oportunidade e, com tantas chances perdidas, o adversário, mesmo sabendo da nossa força, vai criando coragem. Quando surge a oportunidade não desperdiça. Aí então vem a máxima de que “quem não faz leva” ou “a bola pune”. É verdade, a bola pune, e o voto também. A copa acabou para o Brasil, mas para o povo brasileiro temos decisões mais importantes logo ali a frente. Esse pênalti não podemos desperdiçar.
Paulo Cesar Gonçalves, Guaíba, via e-mail