Marcas da enchente
Caminhar pelo centro de Porto Alegre nunca mais foi igual. Desde aquele incessante maio de 2024. A cidade fala. Seja através das marcas nas edificações; seja através do indizível que permanece úmido e denso no ar. Percebemos que, de uma hora para outra, o concreto, a madeira, o monumento, o documento, a fotografia, o sonho, a vida — tudo pode ser submergido pela torrente do incontrolável. Controlar a natureza é difícil, mas a tarefa de cuidá-la e compreendê-la não só está dentro de nossas responsabilidades, como também faz-se prerrogativa crucial e urgente para a sobrevivência do planeta. Marcas sempre ficam. E contam a história de força e superação. Que não terminou ontem: segue um dia após o outro, torna-se mais grave e ecoa a cada tempestade, a cada vento mais forte, a cada ameaça que faz reconhecer a instabilidade do céu, das nuvens, da existência, das previsões.
Alina Souza, Porto Alegre, via redes sociais
Desinformação
A ciência nunca passou por uma era de tanta contestação. A desinformação passou a ser uma inimiga da nossa produção científica. Exemplo disso são as vacinas, que sempre foram um orgulho nacional, com grande aceitação.
Nilse Centenaro, P. Alegre, via e-mail
Escalação
O senhor treinador de futebol do Grêmio parece não ter muitas luzes ao escalar o elenco para jogos decisivos. Ingressa em campo com escalação muito mal feita, carecendo de titulares importantíssimos e vitais para buscar de imediato a vitória, pretendendo testar jovens e equipe alternativa. No decorrer das partidas, com o escore já negativo, chama os jogadores considerados titulares pela crônica e pela torcida para desesperadamente reverter os resultados. Ao final, sempre derrota ou sofrimento. Ou sente-se escudado pelo enorme valor da rescisão de seu contrato ou realmente não entende muito do riscado.
Pedro Luís Vargas Viegas, Porto Alegre, via e-mail