Do Leitor

Marcas do tempo, parque eólico e incoerências na política

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Marcas do tempo

Muita precipitação na Região Sul, com chuvas que deixaram novamente marcas nas populações atingidas. Fenômenos que foram imediatamente seguidos por temperaturas negativas recordes na Argentina e na região sul do Brasil – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No hemisfério Norte, ondas de calor sufocantes ocorreram nos Estados Unidos e, em seguida, os alertas vermelhos na Europa. Em Paris, na França, de 39ºC a 41ºC. Holanda, Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, Croácia, Grécia, Áustria e Suíça, todos em alerta devido ao calor e aos incêndios. Algo está ocorrendo, pois o clima se transforma rapidamente em episódios violentos. Aqui no RS foi assim em 2024. Há vários fatores que favorecem estas mudanças, entre os quais o aumento da temperatura média do planeta, identificado como aquecimento global. Sabemos que este fenômeno provoca eventos climáticos extremos e mudanças nos padrões do clima causadas pelo homem, desde a revolução industrial. Então, não é mais possível esconder as causas. A culpa é nossa. Tratemos de solucionar o problema.
Lúcia Maria S. de Freitas, Porto Alegre, via e-mail

Parque eólico

Ainda não entendi o porquê de o Uruguai reivindicar para si uma área de 200 km2 em Santana do Livramento, abrindo um debate sobre a soberania do território (CP, 2/7). A área é conhecida como Rincão Artigas, localizada em Livramento, na fronteira com Rivera, no Uruguai. Ao que tudo indica, o interesse é pelo Parque Eólico Coxilha Negra, no qual a Eletrobras construiu o Parque Eólico a partir de 2022 e a operação iniciou-se com investimento de R$ 2,4 bilhões. São 72 aerogeradores que ocupam uma área de 8.644 hectares com três usinas. Espero que as tratativas via diplomacia sigam a bom termo e que a área fique como está, no Brasil. É coisa nossa, do RS.
Rubens G. de Souza, Porto Alegre, via e-mail

Incoerências na política

Enquanto a gastança, os trenzinhos da alegria e os benefícios se multiplicam em Brasília, estourando o arcabouço fiscal, a inflação desenfreada também vai corroendo os salários dos trabalhadores. Muitos fazem horas extras e bicos por fora para poderem quitar seus carnês, seus aluguéis, escolas dos filhos, planos de saúde, transportes coletivos, remédios, roupas e uniformes, além dos alimentos do dia a dia para sustentar a família, alimentação que os parlamentares e outros servidores federais recebem como privilégios. A incoerência está nos discursos das autoridades e políticos que dizem ser a favor dos pobres, mas como, se tiram dos pobres para sustentar as mordomias e ainda aumentam o número de deputados no Congresso?
Ramiro Nunes de Almeida, Porto Alegre, via e-mail