Maus-tratos
Há poucos dias, o cão Orelha foi brutalmente espancado em Florianópolis, Santa Catarina. Os ferimentos foram tão graves que precisou ser eutanasiado. Orelha vivia havia mais de dez anos na Praia Brava, onde era cuidado pela comunidade e fazia parte da identidade do local. Este crime não é um fato isolado, mas um sintoma que nos faz refletir sobre a violência em nossa sociedade. Embora ela sempre tenha existido, nos últimos anos passamos a assistir, quase que diariamente, líderes e formadores de opinião, defenderem abertamente o uso da força, o armamento da população e a intolerância contra minorias. Essa propagação de uma "cultura da violência", mesmo não sendo a única razão, cria um ambiente onde indivíduos “desajustados” se sentem legitimados a agir contra minorias, mulheres, animais e qualquer grupo em situação de vulnerabilidade. Discutir o que aconteceu com o Orelha é, na verdade, discutir qual sociedade queremos construir: uma que respeite a vida e as leis ou uma que normalize a barbárie e a força bruta.
Dilvo Antunes, Guaíba, via e-mail
Futuro da IA
O futuro da inteligência artificial não será definido apenas pela capacidade de gerar texto, imagem ou código, mas pela confiança no que ela entrega. E confiança não se constrói com amplitude, mas com profundidade, especialização, ética e precisão. As IAs verticais representam esse novo paradigma: menos deslumbramento tecnológico, mais responsabilidade. Menos velocidade sem critério, mais impacto com segurança. É assim que a inteligência artificial deixará de ser apenas uma ferramenta de automação para se tornar uma verdadeira infraestrutura de conhecimento, confiável e indispensável às profissões do futuro.
Daniel Bichuetti, Goiânia, via e-mail