Do Leitor

Meio ambiente, prevenção e lei do retorno

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Meio ambiente

Pouco ou nada para comemorar no Dia Mundial do Meio Ambiente, no dia 5, a não ser a degradação da natureza e da vida no planeta Terra. Citamos a floresta Amazônica que continua sendo devastada e degradada principalmente pelo garimpo, que, com a utilização do mercúrio, envenena nossos peixes, contamina os ribeirinhos e os povos indígenas. Falavam tanto que iriam agir, mas nada está sendo feito. Triste também é a degradação do Cerrado. Antes as nascentes eram fornecedoras de água para o rio São Francisco, hoje clamam por ajuda. Sua área está sendo utilizada para o plantio da monocultura da soja e pastagens. O bioma do Pantanal também sofre com a escassez hídrica. A natureza irá agir em legítima defesa. Preparem-se para a próxima crise que não será pelo excesso, mas sim pela estiagem eafalta de água para a zona rural e as cidades, principalmente do Centro-Oeste. Os governantes não cuidam de nossos biomas e emitem mais débito de carvão do que créditos de carbono.

José Pedro Naisser, Curitiba (PR), via e-mail

Prevenção

Prevenir é melhor do que remediar. É ter cuidado com o meio ambiente, ou seja, cuidados com o ambiente inteiro. É preservá-lo. É estar atento para que o Rio Grande do Sul, conhecido como um dos grandes celeiros do mundo, continue plantando, criando, inventando. Aqui temos 68 km de diques, muros de contenção, comportasebombas que deveriam proteger as cidades, mas houve falta de manutenção por décadas, o que permitiu alagamentos.

Nety Maria Heleres Carrion, Porto Alegre, via e-mail

Lei do retorno

Já foi exaustivamente falado sobre isso, mas as pessoas lamentavelmente entram, com o passar do tempo, naquela comodidade do tudo fácil amparadas pela cultura do consumismo. O resultado é sempre catastrófico ou alguém tem dúvida de que o avanço sem precedentes das águas de forma avassaladora não havia sido previsto? Faltaram prevenção, previsão, respeito, visão, capricho, organização, investimento, senso de amparo, estudo. Faltou o mais importante de tudo, o pensamento voltado para a vida das pessoas. Quando a política entra em qualquer causa é certo que haverá ganhadores e perdedores como nós, o povo. Sim, por

incrível que pareça, vai sobrar para os mais vulneráveis e muita gente ainda vai ter lucro com a tragédia.

Édson Mendes, Caxias do Sul, via e-mail

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