Do Leitor

Missão para dialogar, ficha limpa? e custos x metrô

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Missão para dialogar

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) está liderando uma comitiva que procura abrir canais de diálogo para reduzir ou tentar reverter as tarifas de 50% aplicadas aos produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos da América do Norte. Por volta de 130 empresários e representantes de associações de setores industriais participam da missão. O primeiro encontro ocorreu na quarta-feira, no Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). É mais uma tentativa para resolver esse imbróglio causado pelo presidente Donald Trump, que impôs pesadas sanções ao Brasil. Deveríamos estar discutindo novas probabilidades de negócios, um maior desenvolvimento comercial entre os dois países e não uma tentativa de reverter tarifas comerciais injustas.
Alberto W. da Silva, Porto Alegre, via e-mail

Ficha Limpa?

Concordo com a reportagem “Alteração na Lei da Ficha Limpa provoca críticas” (CP, 4/9). Será que o presidente Lula vai sancionar essa lei que reduz o tempo de afastamento das urnas dos políticos punidos por corrupção? Creio que não. O Instituto Não Aceito Corrupção defende o veto e ainda diz que a proposta desfigura a Lei da Ficha Limpa. Hoje, os prazos de oito anos de inelegibilidade dos parlamentares previstos na lei começam a contar depois do término do mandato em curso. O novo texto antecipa para a data da condenação, renúncia ou decisão da perda do cargo. Praticamente reduz o prazo longe das urnas dos condenados e, assim, o parlamentar ficará impedido apenas pelo prazo de 12 anos, mesmo em caso de múltiplas condenações. Será mais uma blindagem. Por isso, repito, gostaria que o presidente vetasse a futura lei e que a atual Ficha Limpa impedisse de vez os candidatos que tivessem o nome “sujo”.
Rubens G. de Souza, Porto Alegre, via e-mail

Custos x metrô

Cada vez mais nos surpreendemos com negociações públicas e privadas quando envolvem o dinheiro do cidadão. Há dez anos, a Prefeitura fez uma licitação/orçamento para um metrô em Porto Alegre, que na época ficou em R$ 10 bilhões. Lembro que eram apenas 10 km, do Centro até a Fiergs. Hoje, em nível estadual, estão projetando um trem entre Porto Alegre e Gramado com 110 km, no valor de R$ 4,5 bilhões, considerando traçado, correção do terreno, túneis, etc. Os administradores não se preocupam com valores, pois o dinheiro é do cidadão e não deles. Temos o exemplo do aeromóvel, inoperante na Capital.
Marcelino Pogozelski, Porto Alegre, via e-mail