Do Leitor

Mulheres e mudança profunda.

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Mulheres

Mulheres, observem atentamente tudo o que vem acontecendo. Mulheres são acusadas de não saber votar e pressionadas a abandonar a vida política. Não se trata de episódios isolados, mas de sinais claros de uma tentativa de desqualificar sua voz. Sem qualquer constrangimento, destituem ou forçam a destituição de mulheres de seus cargos, atacam sua autonomia, questionam sua capacidade de decisão, ridicularizam suas conquistas sociais e profissionais e tentam confiná-las, novamente, ao papel de cuidadoras do lar. Toda conquista feminina foi resultado de décadas de coragem, trabalho e resistência. Por isso, mais do que nunca, é preciso que vocês estejam atentas.
Marcus Aurelio de Carvalho, Santos (SP), via e-mail

Mudança profunda

O Brasil, um país com 230 milhões de habitantes, não consegue fazer um time com 11 jogadores e um treinador. Perdemos para a Noruega, que é menor do que o RS, perdemos para Croácia e Bélgica, que são ainda menores. A mudança tem que ser profunda. Não adianta apenas os 90 minutos. Devemos mudar a mentalidade e a paixão pela bandeira, pelo hino, por nossa história. Ainda dá tempo. Isso deve começar pela base, a CBF, que arrecada bilhões (devido à história criada pelo passado e não pelo presente) com patrocínios, direito de imagem, transmissões, verbas federais, entre outros, e poderia investir pelo menos alguns milhões em categorias de base com centros de treinamentos espalhados pelas principais cidades de cada estado, por exemplo, aqui no RS, além da Capital, também nas maiores cidades do Interior. Treinar e ensinar amor à pátria, cantar o hino, treinar tática e aprimorar a técnica. Serão somente duas copas para colhermos os resultados, pois a criança entra com 5 ou 6 anos nos treinamentos e, com 16 anos, já pode estar colhendo os frutos e estreando pelo time principal. Com peneira anual, professores e diretores em cada CT, com padrão de ensinamentos. Hoje os clubes do interior de todos os estados já estão sucateados, com poucos clubes em atividades e quase todos à beira da falência.
Artur Moreto Zuffo, Espumoso, via e-mail