Do Leitor

Mulheres na literatura e o tango.

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Mulheres na literatura

Aparentemente, seria desnecessário discorrer sobre a importância e o valor da participação feminina no desenvolvimento e formação de nossa sociedade, não fosse a extensa e profunda lacuna na memória do Rio Grande do Sul (e também nacional). Arrisco afirmar que os livros didáticos representam um dos maiores agentes deste silêncio, que persiste ausentando as mulheres dos acontecimentos e episódios históricos sul-rio-grandenses (e nacionais). As irmãs Julieta (1855-1928) e Revocata de Melo (1853-1944) representaram a escrita feminina brasileira no final do século XIX e início do século XX. Ambas tiveram influências literárias desde o berço, com avós, tios, mãe e irmão escritores, promovendo em seu entorno um ambiente propício ao caminho das letras, o que marcaria profundamente suas existências. Elas desenvolveram uma parceria única, de modo que suas obras se encontram plenamente integradas. Moveram-se em várias direções: na poesia, no conto, na crônica e na dramaturgia. Foram professoras, mas o ponto alto de suas carreiras foi o jornalismo, no qual militaram ininterruptamente desde os anos 1870, colaborando com periódicos de gêneros diversificados, especialmente literários, e editando jornais.
Maria Alice Braga, P. Alegre, via e-mail

O tango

Esse gênero aborda o tempo e a humanidade que transita pelos caminhos e que estabelece um diálogo entre as gerações. Seu sonido é uma voz que nos traz em versos e em notas informes de amores, dores e até de alegrias. Todas as melodias desse sentimento que se toca e se baila se chamam por um epíteto: “Él Señor Tango", que perpassa vidas com seus dramas e desditas.
Luiz Fernando Carvalho, Porto Alegre, via e-mail