Multas em ciclovias
Se os usuários de motocicletas estão usando os novos espaços de ciclovias em vários pontos de Porto Alegre, não há saída mesmo. O aprendizado tem que ser na base da multa. Aí pode ser que aprendam a respeitar o trânsito e não adianta falar que a EPTC só quer multar. Só irão aprender sentindo no bolso. Gostei da reportagem “Crescem as multas de veículos em ciclovia” (CP, 21/7) sobre duas motocicletas trafegando no espaço criado para bicicletas na avenida José de Alencar, no Menino Deus. O flagrante, conforme a empresa, pode ser percebido em outros pontos da Capital. Entre janeiro e junho deste ano, mais de 240 veículos foram autuados pela utilização de ciclovias e calçadas da cidade. A infração está prevista no artigo 193 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que deveria ser do conhecimento de todos e prevê multa de R$ 880,41 e penalidade de sete pontos na CNH. Na reportagem, a EPTC informa que bicicletas elétricas e outros equipamentos autopropelidos como patinetes e hoverboards podem circular nas ciclovias e ciclofaixas desde que respeitem o limite de 32 km/h. Bicicletas também estão liberadas nestes espaços. Se o pessoal achar ruim, basta se informar e obedecer. Todos os demais vão gostar e o trânsito vai melhorar.
Paulo R. T. Sousa, Porto Alegre, via e-mail
Plano cicloviário
Não entendi ainda o porquê da Prefeitura de Porto Alegre querer revisar e diminuir a meta de proporcionar quase 500 km de ciclovias prometida até 2022. A Capital conta hoje com 95,9 quilômetros entre ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, menos de 20% do projeto original que está atrasado. Por isso estão contratando nova consultoria para o primeiro semestre de 2026. As bicicletas são historicamente preteridas e há regiões nas quais os moradores resistem à implantação de ciclovias, mas em outras há a preferência por bikes. Não entendo a resistência, pois a bicicleta é um transporte barato e saudável para todas as idades.
Ana Paula R. González, Porto Alegre, via e-mail
Imunidade afetada
Gripes, resfriados e síndromes respiratórias são resultados do frio. A tendência em se manter os ambientes fechados e o ar mais seco aumentam a exposição a vírus típicos do inverno. Excelente a reportagem sobre os mitos e verdades que realmente afetam as nossas defesas e o que nos protege, na página Saúde e Bem-Estar (CP, 21/7). Por exemplo, é mito que a vitamina C previne a gripe. Ela auxilia na imunidade, mas não impede a exposição ao vírus. Outro mito: Álcool não baixa defesas. Bebidas em excesso comprometem a imunidade e prejudicam a capacidade de combater infecções. Informem-se e não deixem de ir aos postos de saúde para receberem atendimento dos médicos e impedir doenças mais graves.
Lisandra T. Machado, Porto Alegre, via e-mail