Nota sobre Lya Luft
Ler a escritora gaúcha Lya Luft modifica a nossa percepção de leitura e torna-se essencial ter nas estantes ao menos três livros dela. Indico para começar o livro “O Lado Fatal”. São poemas que Lya escreveu para o seu amado Hélio Pellegrino após a sua morte. São noventa e sete poemas que basicamente narram, em forma de versos, toda a dor da escritora em relação à morte do seu adorado Hélio. Os poemas possuem versos livres e não obedecem a nenhuma métrica, mas apresentam imagens belíssimas, como “O meu amado tinha coisas de menino: dormia abraçado a mim, feito criança” ou “meu amado tinha a fadiga de séculos”. A escritora transitou por vários gêneros literários de forma peculiar: possui poemas, crônicas, contos, narrativas e aborda o universo feminino numa voz quase ácida, ao mesmo tempo reflexiva. Seus textos, tanto na prosa quanto na poesia, são assinalados por um toque poético e, por vezes, áspero, buscando fazer com que o leitor reflita sobre suas próprias atitudes. Lê “O Lado Fatal”. O que sentirás?
Marisa Piedras, Porto Alegre, via e-mail
Usina do Gasômetro
O Correio do Povo, exercendo sua função de veículo de comunicação e informação, sempre esteve ao lado do povo gaúcho, informando e também emitindo opinião acerca de fatos importantes. Não foi diferente em relação à história da Usina do Gasômetro (CP, 17/4), desde o lançamento da pedra fundamental em 1926 e sua inauguração em 1928 como o “Novo Gasômetro”, obra que traria grande desenvolvimento para Porto Alegre. Ainda em 1928, o jornal usou seu alcance para cobrar transparência quando as negociações do financiamento para conclusão da obra não estavam tão claras para a sociedade, demonstrando seu compromisso com a verdade e com o povo gaúcho.
Paulo Cesar Gonçalves, Guaíba, via e-mail