Do Leitor

Novo muro, em causa própria e remuneração baixa

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Novo muro

Os candidatos, todos eles, estão sendo unânimes de que algo deve ser feito no muro da Mauá para evitar novas catástrofes. No segundo dia da Conferência de Cocriação e Compartilhamento de Conhecimento Brasil - Países Baixos, na Ufrgs, ocorreram novas discussões sobre o assunto. A intenção é que surjam novas sugestões ao governo do Estado da mesma forma como foi feito com relação à Capital. Uma delas foi a construção de um novo muro entre o Guaíba e os armazéns do Cais Mauá, com até 4 metros de largura e altura compatível com a proposta turística para não bloquear a vista da água. Já há iniciativas como essa na Holanda e em vários países. O importante é que se faça algo logo, pois as chuvas de setembro estão próximas. Ninguém quer viver novamente aquelas angústias e tristezas por que passamos.
Marina T. Gonçalves, Porto Alegre, via e-mail

Em causa própria

PEC da Anistia vai livrar os partidos políticos de pagarem multas de R$ 23 bilhões. Está aí mais uma prova concreta de que nossos senadores e deputados federais, em Brasília, ocuparam seu tempo para legislar em causas próprias. O autor desse absurdo e abuso de poder é o senador Davi Alcolumbre. Dos 81 senadores, 64 votaram a favor dessa anistia que vai livrar os partidos políticos de pagar multas no total de R$ 23 bilhões. Quantos hospitais e UPAs, quantas creches, quantas escolas o governo federal poderia construir com R$ 23 bilhões? Quer dizer que é prerrogativa do Congresso Nacional elaborar, aprovar legislação com a finalidade de burlar leis em benefício próprio? Esta anistia é a desmoralização total do Tribunal Superior Eleitoral. Onde estão os ministros do STF que ainda não declararam que a tal anistia é inconstitucional e que as multas deverão ser pagas pelos partidos políticos?
Lauro Elemar Pfeifer, Porto Alegre, via e-mail

Remuneração baixa

Tem razão o leitor Mário de Souza P. Lima (CP, 20/8) sobre a baixa remuneração das ofertas de emprego que variam, segundo as agências FGTAS/Sine, de 1 a 1,5 salário mínimo. É verdade que, com este recurso, o trabalhador não vai conseguir ter moradia e também não terá recursos para o seu transporte. Com estágios remunerados com valores superiores aos oferecidos, como disse o leitor, os trabalhadores poderiam começar suas vidas com mais folga a partir de salários compatíveis.
Lúcia Maria S. de Freitas, Porto Alegre, via e-mail