Do Leitor

O ciclone, febre maculosa e predadores

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

O ciclone

Como é difícil enfrentar a natureza principalmente quando não se têm condições econômicas para não morar em áreas de risco. O Correio do Povo de sábado (CP, 17/6) nos mostrou a força e os efeitos do ciclone que castigou Porto Alegre e o Rio Grande do Sul, com ventos acima de 100 km/h causando mortes, desaparecimentos e muita destruição. As autoridades se mobilizaram e a sociedade, como sempre, respondeu com ações de solidariedade. Espero e gostaria de viver em uma época em que os governos fossem mais ágeis e pudessem evitar os óbitos e proporcionassem moradia digna para as pessoas que todo ano sofrem as consequências das tempestades, dos ciclones e dos excessos de calor e de frio. Há exemplos, como o do prefeito de Maquiné, que conseguiu avisar a população a tempo de evitar uma grande tragédia. 
Armando L. Souza, Porto Alegre 

Febre maculosa

Felizmente, o Rio Grande do Sul não registra casos letais da febre maculosa. Também não existe registro da doença em área urbana. As secretarias da Saúde e da Agricultura reforçam que a forma letal que ocorre em São Paulo, nunca foi registrada no RS (CP, 17/6). Ocorreram no Estado, entre os anos de 2007 e 2022, 17 casos sem óbito. Podemos ficar tranquilos, principalmente na área rural. As secretarias estaduais não confirmaram casos neste ano e informam que, apesar de ser comum no Brasil, o carrapato que transmite a doença não é encontrado por aqui.
Saul R. D. Silva, Porto Alegre, via e-mail

Predadores

O que vimos no caso da febre maculosa no estado de São Paulo é que estão usando veneno na pulverização para matar os carrapatos. Ledo engano. A solução seria usar espécies predadoras. As propriedades rurais, onde cada fazenda e os locais onde existem muitos espaços com gramas, deveriam adquirir 20 galinhas de Angola com cinco machos. Construam um galinheiro para elas pernoitarem e de manhã as soltem nos campos, pois são as maiores predadoras, inclusive de outros insetos como escorpiões e pequenas cobras. As capivaras não levarão a culpa.
José Pedro Naisser, Curitiba (PR), via e-mail