Do Leitor

O frio e a Constituição.

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O frio

O frio chegou com força e, cada vez que ele chega por estes pagos, traz junto dele algumas preocupações. A saúde pública se preocupa com a lotação das emergências dos hospitais, pois, neste período, as doenças respiratórias se multiplicam e existe a preocupação com as pessoas que vivem em situação de rua, pois, vivendo na rua, estão mais suscetíveis ao frio extremo. Há aqueles que não vivem em situação de rua, mas, por questão de condições, dependem de doações para conseguirem se proteger do frio, mas, de certa forma, esse frio é um inimigo que pode ser enfrentado e mitigado, mas há um frio que infelizmente vem ganhando cada vez mais intensidade: não é o frio do inverno, é o frio dos corações de quem não presta atenção no que acontece com o mundo, pela falta de capacidade de se colocar no lugar do outro; Esse frio é o nosso inimigo mais implacável nos dias de hoje, pois segue congelando mesmo nos períodos mais quentes do anos e não se resolve com cobertas e calor, se resolve com consciência e humanidade.
Paulo Cesar Gonçalves, Guaíba, via e-mail

A Constituição

A Constituição de 1988 nasceu com uma missão clara: construir uma sociedade mais justa, mais livre e mais solidária. Para alcançar esse objetivo, a Constituição não traz apenas regras de comportamento. Ela também cria direitos, garante proteções, estabelece instituições e dá forma à própria organização do Estado. São essas normas constitucionais que transformam valores e promessas em realidade jurídica. É justamente por isso que a Constituição protege as minorias contra possíveis abusos das maiorias políticas de ocasião. Ela impede que governos ou parlamentares, mesmo contando com amplo apoio político, atuem acima da ordem constitucional. Também assegura que a Constituição continue sendo a lei maior do país, cabendo ao Supremo Tribunal Federal interpretar e proteger seus princípios quando surgem conflitos.
Ângelo Marcelo Curcio, Porto Alegre, via e-mail