O último azul' nos cinemas
Concordo com as palavras e o entusiasmo de Marcos Santuario (CP, 28/8) de que “O Último Azul”, depois do sucesso em Gramado, “não se contenta em ser apenas cinema”. Para o jornalista, é uma provocação estética e política da Amazônia brasileira, onde se desenrola uma distopia plausível: o governo, num futuro próximo, decide realocar idosos para uma colônia, sob o pretexto de que ali poderão desfrutar os seus anos finais com dignidade. Na verdade, é um abandono institucional, um exílio. No centro da trama, Tereza (Denise Weinberg) decide, aos 77 anos, guiada por um último desejo, embarcar em uma jornada pelos rios da Amazônia. No elenco, Rodrigo Santoro (premiado com o Kikito de cristal), a atriz cubana Miriam Socarrás e a amazonense Rosa Malagueta, além de mais de 20 atores do Amazonas. O filme foi rodado em Manaus, Manacapuru e Novo Airão.
Magnólia C. dos Santos, Porto Alegre, via e-mail
Surto de Covid-19
Não bastou o Hospital de Clínicas (HCPA) com superlotação da emergência na semana passada, com 170 pacientes para 56 leitos para adultos, um surto de Covid-19 surgiu no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) em pessoas que estavam na área de internação por outras condições clínicas. Até segunda-feira pela manhã, havia 62 casos confirmados. A maioria das pessoas não era vacinada contra a doença e, em alguns casos, foi necessária a administração de oxigênio. Com o surto, o hospital modificou a orientação para visitantes, com o limite de uma pessoa por paciente ao dia. Dados da prefeitura demonstram que a cobertura vacinal da Operação Inverno é de apenas 60%, em média, e que, de todos os grupos etários, é de 58,6%. Uma pessoa faleceu, no dia 28 de agosto, vítima da Covid.
Elenara L. de Souza, Porto Alegre, via e-mail
Campanha de doação
A Santa Casa, em movimento de permanente conscientização sobre a importância da doação de órgãos, lançou na segunda-feira a campanha “A vida cabe no seu sim”. A negativa das famílias continua sendo um dos maiores entraves para os pacientes terem acesso aos transplantes. Cada recusa impede que órgãos sejam utilizados, impedindo o acesso de quem precisa.
Paulo R. T. Sousa, Porto Alegre, via e-mail