Obras intermináveis
A obra iria proporcionar um desafogo no já conturbado centro de Porto Alegre. Chamado de Quadrilátero Central da Capital, o trabalho seria realizado nas ruas Doutor Flores, Uruguai, General Vitorino e Voluntários da Pátria, formando uma figura geométrica que ainda incluía trechos da Rua da Praia, hoje Rua dos Andradas, e da avenida Borges de Medeiros. As obras se iniciaram em 5 de junho de 2022 e tinham entrega prevista para 2023. Um ano de obras no Centro seria suficiente para uma obra com um custo de R$ 16 milhões. Hoje, prestes a completar três anos e dezenas de reparos no leito e passeios das vias, o valor da obra está atualizado para R$ 24 milhões. O Centro, ao invés de desafogar o trânsito, ficou com as ruas mais largas e os passeios mais estreitos e várias das ruas transformaram-se em estacionamentos, provocando maior lentidão no fluxo de veículos, sem contar com as armadilhas para os transeuntes, como a necessidade de realizar correções em afundamentos e quebra de lajotas.
José Ronaldo S. de Lima, Porto Alegre, via e-mail
Multifunção
Segundo a coluna de Taline Oppitz (CP, 27/3), o governo do Estado faz estudo para adquirir uma aeronave multifunção, seminova, para atender urgências, emergências, transporte de órgãos para transplantes e demandas de segurança pública. A possibilidade de melhorar o atendimento para emergências é fator importante para adquirir essa aeronave. Tanto que a possibilidade de compra está em análise na Secretaria da Reconstrução Gaúcha. É uma boa notícia para atendimentos que exijam maior rapidez. Certamente, mais vidas serão salvas.
Adalberto S. da Cruz, Porto Alegre, via e-mail
Falta de bom senso
A imprensa noticia a intenção do governador do Estado de comprar um avião mais moderno que os atuais. Falar em modernidade quando várias famílias continuam desabrigadas e outras ainda permanecem em áreas de risco, como, por exemplo, os moradores do bairro Sarandi, é de uma estarrecedora falta de bom senso e, porque não, falta de humanidade. Senhor governador, tenha bom senso e encaminhe o valor destinado à compra para ajudar os municípios a adquirirem casas ou terrenos para a construção de casas. Isso sim seria medida de bom senso e de bom alvitre.
Valter Jovenil Avila da Silva, Porto Alegre, via e-mail