Do Leitor

Orla do Guaíba, beleza natural; probabilidades; taxação contra o Brasil; demandas marcadas.

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais.

Orla do Guaíba, beleza natural

Temos que elogiar e valorizar a Prefeitura de Porto Alegre pelas benfeitorias que realizou na Orla do Guaíba, principalmente entre a Usina do Gasômetro até o Beira Rio. O porto-alegrense está feliz, contente pelos benefícios e beleza natural, espaços abertos e segurança para levar a família para passear, como neste último fim de semana ensolarado. Parabéns, prefeito! Nós, da Zona Norte, também gostaríamos de ter nossos parques e praças bem cuidados, obras e ruas niveladas e limpas. É bem verdade que a propaganda municipal de que o povo educado mantém a cidade limpa, recém-divulgada pelos meios de comunicação, deverá atingir os objetivos, mas é preciso que, nas escolas bem cuidadas, professores preparados ajudem nesse mutirão para que todos tenham consciência, educação e civilidade, colocando lixo no lixo, selecionando o que pode ser reciclável e o que deve ser descartado nos contêineres orgânicos bem fechados, para que papeleiros e catadores não entrem para dentro ou quebrem as tampas. Manteremos uma cidade mais bonita, menos poluída com pichações descabidas, com certeza merecemos uma Porto Alegre melhor. Todos somos fiscais da Prefeitura.
Ramiro Nunes de Almeida Filho, Porto Alegre, via e-mail

Probabilidades

Não há como definir a dor de uma família que perde uma menina de 11 anos, mas podemos desejar que esta família e amigos recebam o conforto possível desta perda. Também não há como definir as variáveis que podem acontecer, mesmo aquelas que estão nas escalas milimétricas das probabilidades. Elas acontecem e devem servir sempre como advertências que devem ser levadas em conta com a maior seriedade. Gostaria de falar de infraestrutura. No mar, temos os salva-vidas ou guarda-vidas que, a todo o ano, salvam centenas e até milhares de pessoas de afogamento no Litoral e em todo o Estado. Neste caso, no Cânion Fortaleza, em Cambará do Sul, havia guias, mas em número suficiente? Espero de todo o coração que esta tragédia, como outras que ocorreram na região da Serra este ano, sirva de exemplo e que não haja mais mortes. Nunca mais.
Betina T. de Souza, Porto Alegre, via e-mail

Taxação contra o Brasil

Li com cuidado e interesse a matéria "Agro gaúcho ameaçado por Trump" (CP, 11/7) em que a taxação de 50% ao Brasil pelo presidente Donald Trump irá afligir cadeias de celulose, fumo e carnes. Em entrevista, o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, considera uma ilusão a possibilidade de redirecionar produtos atualmente comprados pelos EUA para outros mercados depois da taxação de 50% das exportações brasileiras, o que atinge em cheio a atividade primária nacional. Para o economista, "não há cadeira vazia no mercado internacional". Da Luz disse que os EUA respondem por 7% das exportações nacionais e 5% dos embarques gaúchos e, sendo assim, a taxação vai atingir cadeias produtivas da celulose, fumo e carnes, pois não teríamos para onde mandar essa produção toda. Espero que a diplomacia atue com firmeza para que não tenhamos prejuízos bilionários.

Armando G. Souza, Porto Alegre, via e-mail

Demandas marcadas

Quando se veem episódios de mobilizações sociais e políticas de um século atrás, como bem se pode confirmar nas páginas do Correio do Povo, vemos que demandas como voto secreto, elegibilidade das mulheres, independência do Poder Judiciário, justiça eleitoral, entre outras, já foram alcançadas. Contudo, tais avanços foram diluídos no surgimento de outros problemas que igualmente aguardam o dia da sua resolução.

Nilse Centenaro, Porto Alegre, via e-mail