Do Leitor

Osteogênese imperfeita e Centro Histórico

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Osteogênese imperfeita

Um artigo desenvolvido pela acadêmica Danielly Steinbrenner Droppa, do nono semestre de enfermagem da Unicruz, orientada por mim, intitulado “O uso do método Crispr/Cas9 aliado ao OI na inativação dos genes causadores da osteogênese imperfeita”, foi selecionado para o 30º Congresso Internacional de Enfermeiras que será realizado em 2025 em Helsinki, na Finlândia, a ser realizado no período de 9 a 13 de junho de 2025. O artigo desenvolvido é sobre a osteogênese imperfeita, também conhecida como a doença dos ossos de vidro. A síndrome é causada por uma deficiência na produção de colágeno, uma proteína da matriz óssea que dá sustentação aos ossos do corpo. O que acontece é que os ossos ficam muito frágeis, vão se deformando e quebram. Há vários tipos diferentes da doença que podem ser classificados em grau, variando de um a cinco, levando-se em consideração as características fenotípicas da doença. Esta condição apresenta diversos outros comprometimentos clínicos, afeta o crescimento, traz deformidades esqueléticas, perda de audição, entre outras. O estudo mostra que o método Crispr/Cas9 pode ser usado como uma ferramenta inovadora. Propõe a possibilidade de inativação e/ou modificação dos genes causadores da doença, podendo vir a ser uma possibilidade de cura para pessoas que convivem com esta doença rara. Estudos como este trazem visibilidade ao mundo da ciência no contexto de enfermeiros pesquisadores, visto que, por meio de pesquisas inovadoras, pode-se buscar a melhoria da qualidade de vida para uma população que vive de esperança enquanto não se descobre a cura.
Vera Lúcia Freitag, Cruz Alta, via e-mail

Centro Histórico

Concordo plenamente com os leitores Joaquim D. Soares (CP, 31/1/2025) e Marialva Schmidt (CP, 29/1), que preferem voltar a um passado não tão distante assim para que os administradores não alterassem os padrões arquitetônicos da cidade, principalmente no Centro, região que até hoje mantém o maior número de prédios históricos. Todos venceram galhardamente a invasão destruidora das águas e estão em processo de recuperação plena ou já prontos para que possamos nos deleitar com as suas arquiteturas e seus interiores. Leitores e leitoras com mais de 60 anos gostariam de ter novamente o calçamento antigo da Rua da Praia: paralelepípedos escuros e claros formando um mosaico bonito e elegante para passearmos ao entardecer e admirar as lojas iluminadas do Centro. Lembram o relógio da Loja Masson? Era um Big Ben a acertar os nossos horários, tal a precisão.
Lucas S. dos Santos, Porto Alegre, via e-mail