Otimismo sempre
A vida é feita de todos os momentos, não apenas dos bons, mas também dos obstáculos a serem vencidos. Aí entra a velha e sempre atual discussão de pessimismo e otimismo. O pessimista sabe o que quer, não podemos entendê-lo como indiferente, mas não acredita, ainda que tente a caminhada, sem resultado positivo. Costuma dizer: “Vou fazer, mas não vai dar certo, muito difícil, só por milagre”. A partir dessa posição, se alcança o resultado, resultante de milagre, ao que se pensa, não do próprio esforço. O otimista, e não basta sê-lo, sabe o que pretende, e planeja a trajetória, estabelecendo o caminho. A tragédia que abate o nosso Estado, alcançando todos os seres vivos, uns mais outros menos, maior teste de práticas otimistas. Muitos irmãos, levados a gerar pessimismo, não acreditam em trajetória fecunda. Evidente, sabemos todos, mais fácil falar do que enfrentar os danos futuros. Contudo, a vida continua e para recuperação do Estado e reorganização das famílias, precisamos iniciar forças do nosso interior e acreditaremos no amanhã. Sigamos com a certeza da superação. O Grande Criador está conosco, iluminando e inspirando nossas ações.
Jorge Lisbôa Goelzer , Erechim, via e-mail
Matas ciliares
Parabenizo o leitor Paulo Neves de São Gabriel
( CP , 31/5), por ter levantado a “Eliminação dos banhados”. O problema da ocupação irregular nessas áreas pelo agronegócio e por loteamentos urbanos. A eles deveria ser atribuída responsabilidade e aos demais que fizeram vistas grossas pela ocupação. A tomada destas áreas resolveu a situação da falta de moradias populares que ao poder público concorreria solucionar. Tomo a liberdade de ampliar o raciocínio, acrescentando que além dos banhados, cabe falar da extinção das matas ciliares que foram, em sua maioria extintas, ignorando a presença de arroios e rios de pequeno, médio e grande porte. Se isso, apresentado tivesse sido, não teríamos o assoreamento dos rios em decorrência da erosão causada pelas chuvas que levaram a terra das encostas para dentro dos rios. Estamos pagando pelos erros que cometemos, É preciso uma ruptura profunda dessa mentalidade se quisermos evitar novas catástrofes.
Aniceto P. Paganin , Arvorezinha, via e-mail
Velha Figueira
Velha figueira que contaste parte de meus passos / Veio-me a luz à mira de teus longos braços / Foste testemunha de meus sucessos e meus percalços/ Com tuas barbas construíram meus ninhos / À espera do eterno coelhinho / Foste alimento e abrigo de morcegos e pássaros / Contam que fantasmas te habitaram / Se os existiram, acredito, já se mudaram / Pedintes em ti se abrigam / À tua sombra, amantes juras trocaram / Onde estás agora, bela senhora / Levou-te o tempo a que ninguém ignora / Quanto passo por lá sinto falta de ti / Mudou de face a rua em que nasci.
Eno Prati , Porto Alegre, por e-mail
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