Do Leitor

Para salvar vidas, não esquecer Hiroshima e medidas protetivas

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Para salvar vidas

Muitos acidentes e mortes poderiam ser evitados se a fórmula da paz no trânsito fosse encontrada, apontou o leitor Edson Mendes (CP, 7/8), também concordando com a premissa de que ninguém está encontrando a tal da fórmula milagrosa. O leitor reconhece que não temos rodovias compatíveis com a evolução dos carros e que não há condutores aptos em habilidade de condução nem psicológica. Há dias, o governo federal divulgou que estuda uma forma de acabar com a obrigatoriedade de aulas em Centros de Formação de Condutores (CFCs) para reduzir custos e ampliar o acesso ao documento. No entanto, a ideia pode ter efeito contrário, segundo o CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária, Paulo Guimarães (CP, 6/8). Aprender a dirigir com familiares ignora os padrões de segurança e fiscalização. Concordo com a assertiva de que formar motoristas não é só ensinar a passar em uma prova e sim desenvolver a percepção de risco e tomada de decisão. Isto sim salva vidas.
Adroaldo L. de Lima, Porto Alegre, via e-mail

Não esquecer Hiroshima

Realmente não dá para esquecer o que ocorreu em Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945 e em Nagasaki três dias depois, com o lançamento de duas bombas atômicas há 80 anos. Foram pulverizadas 76 mil pessoas e outras 70 mil nos dias seguintes em decorrência da radiação. Três dias depois, em 9 de agosto, outra bomba sobre Nagasaki: mais 60 mil mortos e 65 mil nos dias seguintes. Estima-se que 35% destas vítimas foram crianças abaixo dos 12 anos. Uma tragédia para o mundo não esquecer, lembra o colunista Jurandir Soares (CP, 7/8). Há oito décadas, nenhum outro artefato foi lançado. É importante que essas datas e os malefícios sejam lembrados porque, desde que a Rússia atacou a Ucrânia, em 2022, passamos a ouvir ameaças veladas sobre a “Mão Morta”, o uso de armas nucleares em resposta ao primeiro lançamento. Cada vez mais, a paz é necessária para sobrevivermos.
Domenico W. Lancaster, Porto Alegre, via e-mail

Medidas protetivas

O editorial “A violência que precisa parar” (CP, 6/8) sinaliza que é necessário acabar de vez com a violência contra as mulheres. O número é impressionante, pois mais de 2,6 mil mulheres solicitaram medidas protetivas de forma on-line para a Polícia Civil do RS em três meses. A ferramenta foi lançada após o trágico feriado de Páscoa, quando dez mulheres foram assassinadas no RS, que lidera o ranking no Brasil de feminicídios com medida protetiva de urgência ativa. Devemos, como aponta o editorial, romper com os ciclos de violência nos lares e conscientizar e educar os homens sobre este tema. Não é possível continuar assim.
Marialva W. Schmidt, Porto Alegre, via e-mail