Do Leitor

Passear no viaduto, sabiá-laranjeira, menores explorados e neologismo

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Passear no viaduto

Faz muito tempo, mas eu me lembro de estar subindo ou descendo as escadarias do Viaduto Otávio Rocha, em direção à Duque de Caxias ainda sentindo o vento frio num final de inverno. O viaduto estava limpo e o céu límpido e azul. Acredito que são essas as sensações que os leitores Marina T. Gonçalves (CP, 15/8) e Edson L. Puerari (CP, 18/8) desejam sentir novamente ao caminharem pelo Centro de Porto Alegre. Então, peço aos nossos administradores que finalizem essa obra e que nós, cidadãos porto-alegrenses, possamos caminhar pelo viaduto e pelo Centro Histórico normalmente com tranquilidade e segurança.
Alberto W. da Silva, Porto Alegre, via e-mail

Sabiá-laranjeira

Apesar de ainda estarmos no inverno, a primavera já está se manifestando. No dia 14, às 5h da manhã, o pássaro canoro, símbolo do Brasil, o sabiá laranjeira (Turdus rufiventris) já está nos brindando com seu canto alegre. Chama atenção que árvores frutíferas como jabuticabeiras, cerejeiras, goiabeiras e pitangueiras já estão florescendo, indicando que teremos muitos frutos para nos deliciar e alimentar os pássaros. Seja bem-vinda Primavera.

Heraldo Quesada, Porto Alegre, via e-mail

Menores explorados

Quando vende uma arma, o vendedor pode até rezar para que ela sirva só para esporte ou defesa. Mas não pode impedir que ela seja usada num crime. Surgiu a denúncia de exploração de menores através da erotização precoce. Detalhe revelado por um vídeo: a alegria de pais com o faturamento através do sacrifício dos filhos. Fez lembrar os pais e mães do Norte e Nordeste do país que supostamente entregam nas estradas suas meninas para maus caminhoneiros. No frisson causado pela denúncia, o Judiciário prometeu penas mais duras para os abusadores de menores, o Legislativo desengavetou dezenas de projetos de lei sobre o tema e o Executivo aproveitou para fortalecer sua proposta de censura nas big techs.
Sérgio Becker, Porto Alegre, via e-mail

Neologismo

O “tecnocovarde” é uma palavra que eu desconhecia. É o resultado da tecnologia. É a pessoa que no computador ou celular escreve ou compartilha mensagens agressivas, maldosas e, na maioria das vezes, falsas. Por estar na frente da tela, ela supõe que está protegida daquele ou daqueles que tenta atingir ou que atinge. Porém, quando se depara com a pessoa ou grupo que agrediu à distância, ela cala, pois sabe que pessoas não são como uma tela que tudo aceita.
Virginia Moura Fietz, Porto Alegre, via e-mail