Do Leitor

Penalidade máxima, ‘Câncer nas periferias’ e internações

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

Penalidade máxima

Quando criança, via os meninos nos campinhos jogando futebol, era jogo de verdade, na alma. Os meninos cresceram e jogar em um time oficial era um sonho. Os que conseguiram realizá-lo tinham amor à camiseta. Garra dentro do campo, adrenalina, só competir não era o bastante, queriam a medalha. Hoje nos deparamos com o comércio de atletas. São comprados e vendidos como mercadorias, até aí ainda se entende. O jogador vale milhões e precisa mostrar seu talento, a carreira é curta. Mas a endêmica corrupção que assola o país tornou-se banal, aceita, corriqueira e agora chegou ao campo de futebol. Antes uma paixão para os apreciadores... e agora? Um resultado comprado? Um atleta corrompido? Ver um jogo na TV? Ir ao campo de futebol? Vestir a camiseta do time do coração, triste realidade! Tudo perdeu a graça. E agora?
Maria Alice Pitta, Porto Alegre, via e-mail

‘Câncer nas periferias’

Concordo com o editorial “O câncer nas periferias”. A legislação em vigor prevê o tratamento em relação ao câncer de forma universal, não onerosa. No entanto, o Sistema Único de Saúde, o SUS, está longe de garantir a eficiência necessária por uma série de fatores como falta de pessoal, de tecnologia e de equipamentos. O tempo de espera nas filas é muito longo e quem está com esta doença não pode esperar. Se espera, não consegue resistir por muito tempo. Certamente, os moradores das periferias são os mais atingidos, principalmente os das favelas. São pessoas com dificuldades ampliadas e cotidianas como o transporte e alimentação, além da ausência no trabalho durante o período em que buscam a ajuda necessária. O poder público não pode mais fechar os olhos a este grande e vulnerável contingente. 
Roberto T. da Silveira, Porto Alegre, via e-mail

Internações

Mudanças climáticas ocasionam muitas internações na Santa Casa de Caridade de São Gabriel (único hospital da cidade). Consta que 85% dos leitos do hospital estão ocupados com pessoas idosas e crianças, haja vista que apresentam problemas respiratórios em razão das mudanças de temperatura. De acordo com a direção do hospital, "90% das pessoas internadas estão em leitos do SUS". Outra grande preocupação da Secretaria Municipal da Saúde é com relação às vacinas que estão à disposição da população nas unidades de saúde, mas poucas pessoas têm mostrado interesse em se vacinar contra a Covid-19 e a gripe H1N1.
Guido Ávila, São Gabriel, via e-mail