Do Leitor

Pioneira e justificativa.

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Pioneira

A autora Rachel de Queiroz foi a primeira mulher na Academia Brasileira de Letras (ABL): em 1977, ocupou a cadeira número 5. Pertencia à segunda geração modernista da literatura brasileira, incluindo-se entre os romancistas regionalistas de 1930. Ainda muito jovem, aos 20 anos, publicou o romance "O Quinze" (1930), que retratou com grande força e sensibilidade a seca, a miséria e a realidade social do sertão nordestino. Também foi a primeira mulher a receber o Prêmio Camões. Em 1993, foi laureada com essa importante honraria da literatura em língua portuguesa, pelo conjunto de sua obra. A autora mostrou pioneirismo na crônica e na imprensa, sendo uma das primeiras mulheres cronistas do país, escrevendo por décadas para veículos de grande circulação, como O Cruzeiro e O Estado de S. Paulo. Escreveu livros marcantes, como "As Três Marias" (1939) e "Memorial de Maria Moura" (1992), sendo este último adaptado com enorme sucesso para uma minissérie de televisão. Ler Rachel de Queiroz é percorrer a trajetória de uma mulher inovadora na literatura que, certamente, abriu caminhos para muitas outras escritoras. Indico começar pela obra "O Quinze", para conhecer Conceição, uma jovem professora independente e moderna, e encontrar um final inusitado em plena sociedade patriarcal da década de 1930.
Marisa Piedras, Porto Alegre

Justificativa

A história nos mostra que muitos criminosos de guerra, autores de atentados contra a humanidade, acreditavam piamente que estavam fazendo o certo, o melhor, o necessário. E os seus seguidores também. Há quem não admita o erro, mesmo diante da constatação da verdade. Nem sempre é o típico teimoso, mas muitas vezes alguém dominado pela crença inquestionável no que lhe parece melhor para si e para todos os demais.
Ricardo Viveiros, São Paulo (SP)