Pix
Somos eternos aprendizes. Sempre em busca do aperfeiçoamento. O agente público quando erra, em considerando a sua condição de empregado da população, tem de anular o ato e solicitar desculpas, de forma inequívoca. Dar fim à ocorrência inapropriada. Situação retratada agora, lamentável, no chamado Pix. Consabido que ferramenta não merecedora, pela sua total acolhida e funcionalidade, de qualquer alteração. Portaria expedida, porém, como se nada mais importante esperando solução, foi mexer com o que sem problema, pretendendo monitorar as movimentações financeiras. Posição geradora de intranquilidade gigantesca, materializada, como previsível, em imensa quantidade de manifestações, que o governo resolveu revogá-la e expedir, para eliminar qualquer dúvida, medida provisória. Certamente, ainda mais que tantos desafios aguardando soluções, começando pelo enxugamento da máquina administrativa e revelação de gastos com o cartão corporativo, que o governo terá o episódio como lição aprendida.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail
Postes na avenida
Sempre me surpreendo com a forma com que as obras públicas são executadas e como as informações são divulgadas. Nós, arquitetos e engenheiros, que projetamos e construímos coisas, temos uma base imutável de trabalho: planejamento. Para planejar, precisamos conhecer a legislação, as necessidades da obra que vamos projetar e/ou construir, o terreno, a inserção e as adequações na vizinhança, órgãos públicos parceiros, orçamento, prazos, o necessário para levar a cabo o trabalho com a seriedade inerente ao compromisso profissional. Ao ler a nota sobre a duplicação e os postes no meio da avenida Paraguassu, em Capão da Canoa, não pude deixar de pensar: “O que houve?”. Os postes apareceram no leito da avenida, crescendo como se fossem árvores? Ou, o mais provável, a duplicação foi construída ao redor dos postes (e a CEEE?), sem que qualquer responsável tenha percebido a sua existência ou tenha se preocupado com ela. Quem fiscaliza para o poder público? Ou para a construtora? E a responsabilidade civil sobre os acidentes? É como se fosse uma piada ruim que se repete.
Alba Pereira Maranzana, Porto Alegre, via e-mail
Problemas
Nas minhas andanças pelas ruas da Capital, meu pensamento voa no afã de encontrar soluções e, quem sabe, respostas para os problemas que observo. Quem dará as respostas para manter limpas as ruas? E as calçadas? E aos zigue-zagues que fazemos para não tropeçar nos fios ao rés do chão?
Nety Maria Heleres Carrion, Porto Alegre, via e-mail.