Do Leitor

Poder exagerado e salários nababescos.

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Poder exagerado

As casas legislativas, nas três esferas (municipais, estaduais e federais), têm de primar pelo exercício da democracia. Não apenas em discursos, mas nas ações concretas do dia a dia. Se proposta uma medida, quer seja projeto de lei, como requerimento buscando determinada atuação, aos presidentes não deve ser assegurada a faculdade de dar seguimento ou não. Ao contrário, deve ser imperativo, com prazo determinado. A menos se queira consagrar espécie de autoritarismo, posição que avilta o colegiado. No nosso Congresso Nacional, ao que reiteradamente afirmado, os regimentos internos das duas Casas facultam aos presidentes implementar seguimento ou não a providências pleiteadas por integrantes. Ainda agora, não só a CPI do Banco Master não instalada, apesar das postulações e anseio da população, como projetos de leis aguardando despacho, tendo havido reunião do presidente do Senado, presidente da República e ministro do STF, ao que amplamente divulgado, buscando destravá-los. Fato constrangedor! Por que essa subordinação? Evidente que os regimentos, nada definitivo, a não ser a morte, têm de ser alterados. Estranho sejam mantidos. Até quando?
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim

Salários nababescos

O futebol virou jogo de milionários que entram em campo duas ou três vezes por semana para, como diz minha mãe de 96 anos, lá de Livramento, formada em pedagogia, para “patear” uma bola, enquanto professores, já em final de carreira, com milhares de horas de estudo e ensino dedicados, em ofícios incomensuravelmente opostos aos nababos e hodiernamente incultos jogadores, ganham uma miséria. "Panem et circenses", já ensinavam os romanos. Ou, se preferirem, Foucaut: "Punir quem ensina a pensar".
Pedro Luís Vargas Viegas, Porto Alegre