Do Leitor

Ponte do abandono

Estamos em ano eleitoral e é óbvio que a temperatura dos “debates” será alta. Tudo fruto de uma polarização irracional que infelizmente dá mais espaço para a ignorância plena do que à serenidade de quem discute o que é realmente coerente e necessário para o Brasil. Dentre as tantas pautas que veremos ser certamente abordadas, está a ponte sobre o Rio Ibicuí, entre Itaqui e Uruguaiana, que se tornou um tema presente a cada campanha em razão do valor político que passou a ter. “Lutar pela ponte” é o máximo do frenesi verborrágico que os candidatos que passarão pela região irão adotar. Comprometendo-se por nada agora, lavando as mãos para tudo depois. Verdade seja dita. Não contarei a história da ponte, mas falar da sua importância é repetitivo, mas importante. A sua estrutura está seriamente comprometida. Já teve campanha cuja comissão inclusive chegou a ir a Brasília no governo Dilma implorar atenção dos deputados, batendo de porta em porta na Câmara. Já teve senador fazendo alarde de que a licitação seria feita e nada. Continua lá cada vez mais precária. É uma obra vital para a região. O tempo está passando, o temor de uma tragédia iminente só aumenta e fica a pergunta: será preciso que vidas paguem por tanta omissão?
Marcelo B. Vargas, Itaqui, via e-mail

Aprovação automática

A educação no Brasil está na UTI. De pouco vale o acesso sem qualidade no aprendizado. As redes públicas impuseram a aprovação automática e os alunos já perceberam que, estudando ou não, o resultado será o mesmo: serão aprovados.
Nilse Centenaro, Porto Alegre, via e-mail

Poeta

O falecimento do poeta César Pereira deixou uma lacuna na literatura gaúcha. Autor de versos enxutos e refinados, sua poesia social marcou época, inclusive nos tempos em que a censura imperava nas artes e na cultura do país.
Landro Oviedo, Porto Alegre, via e-mail