Preservação
Preservar prédios históricos em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul não é capricho estético, é dever de responsabilidade coletiva. Cada fachada antiga guarda decisões políticas, ciclos econômicos, histórias de famílias e momentos que moldaram nossa identidade. Quando se abandona um prédio histórico, não se perde apenas tijolo, perde-se memória e referência. Conservar não significa congelar no tempo. É possível modernizar com técnica e respeito, adaptando estruturas para uso contemporâneo, eficiência energética e acessibilidade. Essa integração entre passado e presente valoriza o entorno, impulsiona o turismo, atrai investimento e eleva o valor imobiliário. Patrimônio preservado é ativo econômico, cultural e moral. Cuidar é proteger a história e, ao mesmo tempo, investir no futuro.
Cristiano Campos Nunes, Porto Alegre, via e-mail
Lei do Silêncio
Segundo o artigo 1.277 do Código Civil e o artigo 42 da Lei de Contravenções Penais, o horário de silêncio nas vias públicas deve ser observado e fiscalizado. Mas parece que aqui em Capão da Canoa não se observa tal horário porque um veículo de turismo, bondinho ou dindinho, transita todas as noites, muitas vezes ultrapassando as 23h30min, com um “som insuportável”, em altos decibéis.
Sirdeney Pinto, Capão da Canoa, via e-mail
Dinheiro vivo
Nossos avós carregavam dinheiro em carteiras robustas, algumas envoltas por sacolinhas de plástico presas com elástico; aquilo sim era tecnologia de segurança. Hoje não; o que se perde é a dignidade votando em candidatos sem noção. Dinheiro, esse não se perde mais. A culpa é do Pix e dos cartões de débito e crédito; o dinheiro virou entidade virtual, espírito sem corpo, alma penada que não cai mais da pochete.
Gregório José, Muriaé (MG), via e-mail