Preservação de patrimônio
Sou apaixonada pela nossa belíssima cidade. Visito aqui frequentemente. Muitíssimo feliz pela preservação do Centro Histórico, mas não é só o Centro que carece de atenção. Fico muito triste, decepcionada, pela destruição do nosso patrimônio de casarões lindíssimos pela cidade. Cito os da avenida Protásio Alves como exemplo. Criei-me voltando da escola de ônibus e divagando, pela janela, quando subia a Protásio: “Como seria a vida dentro de casas tão imponentes, tão elegantes e até 'misteriosas?'”. Agora estão ao abandono ou sendo demolidas para dar lugar a edifícios imensos. A falta de planejamento na cidade me deixa triste. Onde não se poderia construir prédios altos, agora se pode. Onde está o sol para as casas que ainda lutam para manter um jardim aprazível? O que será feito do nosso patrimônio que deixa Porto Alegre tão charmosa e autêntica?
Ana Lena Fidantsef, Porto Alegre, via e-mail
Balneário do Quintão
Toda véspera de início de temporada, volto com as mesmas queixas sobre a situação do Quintão. A entrada do balneário permanece no mesmo estado caótico de anos passados, assim como de resto toda a extensão da avenida principal, a Esparta. Em meio à profusão de buracos, o motorista precisa adivinhar qual o menos profundo para não prejudicar as molas e os amortecedores de seu carro. As ruas continuam tomadas de mato e/ou lama. Enfim, Quintão, distrito de Palmares do Sul, continua abandonado pelos que governam o município, pois tenho referido que lhes falta um olhar sobre a importância turística do balneário. Quantos municípios podem contar com praias marítimas, como a do Quintão, que ocupa 11 quilômetros do litoral? Quanta atividade turística pode ser desenvolvida – gerando renda – desde que usada a imaginação? Em janeiro, Palmares terá nova administração e sabe-se que a vice-prefeita é oriunda do balneário. E, em janeiro mesmo, já se saberá como os novos mandatários irão tratar Quintão.
Luiz Carlos Vaz, Porto Alegre, via e-mail
Guaíba não é lago
Quatro navios que tinham que entrar em Porto Alegre voltaram para Rio Grande e só virão a Porto Alegre quando for feito o desassoreamento do rio Guaíba. O prejuízo teria que ser pago pelos ambientalistas e o PT que impediam o desassoreamento. Lago é uma porção de água, cercada de terra por todos os lados. Para quem tem dúvidas como é um lago, sugiro conhecer o Pedalinho da Redenção. As enchentes de maio acabaram com as narrativas de que o Guaíba é lago. Lago não tem correnteza e, por conta disso, não tem assoreamento.
Lúcio Borges, Porto Alegre, via e-mail