Do Leitor

‘Primeira infância’, a água que bebemos e a pior das guerras

Leitores do Correio do Povo opinam sobre o conteúdo publicado pelo jornal na edição impressa e plataformas digitais

‘Primeira infância’

O editorial “Primeira infância e políticas públicas” (CP, 11/2) torna-se de grande importância, pois nos ensina como devem ser preservados os direitos das crianças de zero a seis anos de idade. Para o Ministério da Saúde, o desenvolvimento do cérebro, a aquisição dos movimentos, o desenvolvimento da capacidade de aprendizado estão diretamente ligados a esses seis primeiros anos de vida. Pais, avós, irmãos mais velhos, padrinhos, amigos e conhecidos devem evitar episódios que envolvam a violência, a negligência e a desnutrição pois podem prejudicar seriamente o desenvolvimento saudável da criança. Garantir uma infância saudável e segura, como reza o texto, é um dever ético e social. Devemos cuidar e proteger nossas crianças durante e depois da primeira infância.
Magnólia C. S. Taral, Porto Alegre, via e-mail

A água que bebemos

Sugiro que o senhor prefeito e seus assessores passem um dia bebendo café, água e comendo alimentos preparados a partir do abastecimento público do Dmae. O Guaíba está assoreado há vários anos, considerando a falta de dragagem para remoção dos excessos de material e de fiscalização da ocupação das margens de seus afluentes. Há anos estamos sentindo, nos períodos de seca, o gosto ruim “da proliferação de algas”, que “não representa riscos para o consumo”, fato que pode “ser comprovado por análise química criteriosa”. Com a enchente houve o desmonte maciço das margens dos rios e arroios e este material, carregado de fertilizantes, agrotóxicos, veio também se depositar nas áreas já comprometidas. Então pergunto: foi feita a análise da água bruta, pós-enchente, para identificar que materiais estavam dissolvidos, ou diluídos ou sólidos ou pastosos para rastrear suas origens e impedir seu descarte? Nada foi dito sobre como liberar as áreas de coleta de água para tratamento e consumo ou mesmo deslocar os pontos de coleta para regiões com fluxo mais dinâmico. Estamos consumindo o desconhecido dissolvido nas águas remanescentes da enchente e depositado nas margens e nos pontos de coleta. Se houver estudos ou propostas sendo encaminhadas, é de grande relevância sua divulgação.
Alba Pereira Maranzana, Porto Alegre, via e-mail

A pior das guerras

A pior guerra que Donald Trump enfrenta hoje no seu país é contra a droga sintética do fentanil, supostamente produzida na China, que chega pelas fronteiras do México e Canadá. Ele achou que criando taxas alfandegárias contra os dois países poderia resolver isso. Ledo engano, elas continuam chegando e matando milhares de norte-americanos.
José Pedro Naisser, Curitiba (PR), via e-mail