Do Leitor

Proclamação da República e operação policial

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Proclamação da República

Às vezes, na vida tão atribulada, não paramos para refletir sobre o feriado nacional de 15 de novembro. E, sobretudo, se valeu a pena ou não. Inegável o extraordinário significado, pois saímos de um regime autoritário, em que tudo podia, a então monarquia, e tivemos o início, em 15 de novembro de 1889, da nossa República. Trata-se do começo, destarte, da República Federativa presidencialista, tendo o povo como soberano. É certo que precisamos aperfeiçoá-lo para que vivamos numa federação, onde estados e municípios, unidades autônomas, tenham melhor participação nas receitas tributárias. Ainda se opera centralização exacerbada pelo governo federal. Afinal, critérios que facilitem as ações dos estados membros e dos municípios, desaparecendo as corridas a Brasília com “um pires na mão”. Consabido, ademais, notadamente em relação aos municípios, que neles é onde tudo acontece. Saudemos, pois, o nosso 15 de novembro.
Jorge Lisbôa Goelzer, Erechim, via e-mail

Operação policial

A maioria da população do Rio diretamente interessada, inclusive moradores dos locais, considerou exitosa a operação policial nos complexos do Alemão e da Penha em 28 de outubro. Estima-se que cerca de 110 mil pessoas morem naquelas comunidades. A maior parte é de pessoas pobres, decentes e trabalhadoras, de várias raças e cores, sabidamente subjugadas, mediante violência e cobrança de taxas ilegais sobre serviços e produtos, por facções constituídas por aqueles que optaram pelo caminho do crime. Pode-se imaginar, sem muito esforço, o poderio armado que usam as facções criminosas para dominar o território e tantas pessoas. Exigir conduta diversa a que tiveram quando se é recebido com tiros de fuzil? Só pode ser brincadeira.
João Nelson Paim Filho, Itapema (SC), via e-mail